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Em Macaé, há 42 anos, Buteco do Ivair, no bairro Visconde, é um dos bares tradicionais para aquela cerveja gelada com os amigos

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Da redação

Quem não gosta, depois de um dia de trabalho, na companhia dos amigos, tomar aquela cerveja gelada? Ou reunir os amigos para beber e experimentar deliciosos petiscos. O point certo até hoje em Macaé: Buteco do Ivair, no bairro Visconde de Araújo.
O bar funciona todos esses anos no mesmo endereço, sempre de terça a sábado, a partir das 17h.
Juntas às histórias de Ivair, está o Peladão do Ivair, que rolava todos os sábados, quando os ‘atletas’ passavam no bar bem cedo para tomar café e comer pão com mortadela. Ivair gostava muito de whisky, e sempre que ia degustar uma dose convidava alguém para apagar uma vela.
E quando ele queria fechar o bar e ninguém saia? Sempre falava: “vamos pagar quem está devendo, porque eu quero dar uma saidinha”. Ivair não era de servir bebida para ninguém. Os próprios clientes se serviam. E acreditem, nunca levou calote. E quando chegava um cliente novo pedindo uma bebida? Ivair logo apresentava o freezer, o lugar preferido de quem ia e vai até hoje no buteco tomar uma gelada.
E nos dias de hoje? Atualmente, de vez em quando chega no bar um frequentador relatando histórias incríveis de Ivair. Histórias sim que causam comoção em muitos até hoje.
Ivair Amado faleceu em 2009 e, tomados pela tristeza, os filhos queriam fechar o estabelecimento. Então, a filha Verônica assumiu o comando e resolveu dar continuidade ao Buteco do Ivair, na memória de todos para sempre.
No Buteco do Ivair, é realizada uma série de eventos, que ele mesmo fazia, como o Último Pagode do Ano, que acontece sempre no dia 31, às 15h e segue até às 22h. Outro evento no Buteco, ‘Queijos e Cachaça’, que é realizado uma vez por ano.
E ainda no Buteco do Ivair, os tradicionais pratos são encontrados até hoje, como costela com aipim, feijão sujo, ou minifeijoada, galinha com quiabo, mocotó, dobradinha, sendo os mais procurados a costela com aipim e o feijão sujo. E todos são acompanhados por ‘maioinese’, como Ivair chamava a farinha.
Atualmente, o Buteco do Ivair é administrado por Verônica Amado e família, junto com Magnun Amado e Amanda Amado, netos do saudoso Ivair. Naquela época, que deixa saudades em muitos frequentadores e amigos de Ivair, os tiragostos eram preparados, com muito carinho, por América Andrade.

Como tudo começou, o Buteco do Ivair 

O filho do saudoso Ivair, Maurício Amado, voltou no tempo e contou ao Diário da Costa do Sol, a trajetória de um dos tradicionais bares de Macaé. Ivair tinha se aposentado. Para aumentar a renda, queria montar algo, já que ganhava muito pouco. "Nesta época, eu trabalhava na Radar, eu tinha 17 anos. Lá na empresa tinha uma geladeira velha que ninguém usava. Eu pedi ao proprietário da empresa para emprestar a geladeira e levá-la ao bar. Me emprestou, mas depois acabou me dando mesmo. O bar nem tinha porta. Eu juntei os funcionários da empresa e pedi a papai para fazer uma dobradinha. Comprei um litro de cachaça e uma caixa de cerveja. E deste dia em diante, o bar nunca mais fechou", relembrou.

Histórias de buteco

É muito bom chegar num buteco e, além de ser bem recebido pelos proprietários, neste caso, por familiares do saudoso Ivair, e ouvir histórias. E essa geladeira tem história, segundo Maurício. "A geladeira, na verdade, ficava na empresa, jogada. Esse história é verídica, vai chocar um pouco, mas é verdade. Um cachorro de rua mordeu o dono da empresa, Rui Borges. Ele matou o cachorro, arrancou a cabeça do cão para fazer um exame e verificar se o animal estava doente. Era um final de semana. Ele pegou a cabeça do cachorro, foi até a empresa, já que ele morava ao lado, foi até a geladeira e colocou a cabeça do cachorro dentro. Na segunda-feira, quando as funcionárias abriram a geladeira para beberem água, viram a cabeça do cachorro. E depois disso, ninguém mais nem chegou perto da geladeira. Foi ai então que pedi para levá-la ao bar".

 


 

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