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Em Macaé, começam nesta terça-feira (06) inscrições para curso de cultura afro-brasileira

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Inscrições seguem até o dia 23 de novembro para o curso “Ubuntu-história e cultura afro-brasileira.

Da redação

Serão abertas nesta terça-feira (06), em Macaé, as inscrições para o curso de cultura afro-brasileira. As inscrições seguem até o dia 23 de novembro para o curso “Ubuntu-história e cultura afro-brasileira”. A programação terá início dia 26, no mês da Consciência Negra, e é direcionada aos profissionais da educação da rede pública e privada. Ao todo estão sendo oferecidas 100 vagas. Os interessados devem se inscrever no endereço eletrônicowww.ntmmacae.com. O curso é gratuito e totalmente on line. As aulas seguirão até o dia 1º de abril, data em que haverá entrega de certificados.

A programação acontecerá em quatro módulos e tem como objetivo de  oferecer conhecimentos quanto a abordagem da africanidade nas salas de aula, contribuindo com os educadores para trabalhar dentro do ambiente escolar, a promoção da igualdade racial a partir de atividades pedagógicas nas diversas áreas curriculares. A formação será desenvolvida pelo Núcleo de Tecnologia Municipal Educacional, em parceria com o programa de Cultura Afro- Brasileira e Indígena.

Serão abordados temas como "Implementação da Lei 10.639/03"; "História - resgate da África - a chegada do Negro no Brasil"; e "Identidade afro-brasileira na cidade de Macaé - resgate histórico - Carucango, Motta Coqueiro e Lyra dos Conspiradores". Também serão debatidos os assuntos preconceito, discriminação e racismo; repertório afro-brasileiro nas escolas e planos de ação pedagógica.

De acordo com a professora e coordenadora do Programa de Cultura Afro-Brasileira e Indígena, Kátia Magalhães, a formação é fundamental para conscientizar os participantes sobre a importância da educação para as relações étnico-raciais deste novo tempo. "Acreditamos na educação como elemento transformador da sociedade", destaca. O curso atende às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, tendo como base a Lei nº 10.639 de 2003, além da 11.645/2008, que visam à obrigatoriedade dos estudos de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena nas escolas.

Já o coordenador do Núcleo de Tecnologia Municipal, Alex Bogado, pontuou que a intenção da Educação diante do oferecimento dos cursos é possibilitar o trabalho com recursos educacionais digitais e potencializar as práticas inovadoras no ensino. "Esta será mais uma oportunidade de aliar a tecnologia à reflexão de assuntos relevantes para o processo de ensino", destaca.

De acordo com registros, "Ubuntu" é uma antiga palavra africana e tem origem na língua Zulu (pertencente ao grupo linguístico bantu) e significa "uma pessoa é uma pessoa através (por meio) de outras pessoas".

Programa Afro e Indígena

A rede municipal conta com programa de Cultura Afro-Brasileira e Indígena, que tem o objetivo de instrumentalizar os educadores do município com as novas metodologias e informações para trabalhar com a temática das relações raciais, inserindo o indígena (Lei11645/08). De acordo com a coordenadora do programa, Kátia Magalhães, a proposta é fomentar nas escolas a cultura afro e a importância da educação de todos e para todos. "A contribuição do povo negro na formação do país é um dos destaques", observa.

Além do curso, são promovidos eventos específicos como o Festival de Dança Indígena e Mostra de Artes Negras, que foi realizada este ano junto com a Literarte (feira cultural). Outras programações são: IV Festival de dança Africana e Afro-brasileira de Macaé, previsto para acontecer no dia 23 de novembro, no Clube  Cidade do Sol, além do Fórum de Educação Étnico- Racial, que será realizado em dezembro,  em data que está sendo definida.

Também são realizadas visitas às escolas municipais nos horários de atividade, com promoção de palestras e diálogos permanentes. Os destaques são a Lei de Diretrizes Curriculares Nacional, relações étnico-raciais e a Lei 10.639/2003, que institui a obrigatoriedade do ensino da História e cultura afro-brasileira nas escolas.

Diante dos encontros, os educadores são orientados a trabalhar com os pequenos  da Educação Infantil atividades relações raciais por meio de trabalhos coletivos e individuais. "A finalidade é que os professores recebam acompanhamento e suporte direcionado para trabalhar assuntos ligados à africanidade", ressaltou Kátia.

Já no Ensino Fundamental e Médio são repassadas informações para que os conteúdos sejam trabalhados nas disciplinas  de Historia, Artes, Literatura e Língua Portuguesa, além de projetos interdisciplinares. Entre as escolas municipais está o Engenho da Praia, que desenvolve projetos ligados a africanidade e identidade, junto aos alunos do 6º ao 9º ano, com dinâmicas, palestras e manifestações culturais.

Crédito: Ilustração

 


 

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