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Contagem regressiva: Em Macaé, blocos desfilam a partir do sábado de carnaval, dia 02 de março

Daniela Bairros

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Bloco do Pecado desfilará pelas ruas do bairro no sábado, dia 02. No domingo, dia 03, Bloco do Chaplin’s desfila pelas ruas do centro da cidade. A partir desta edição, o Diário da Costa do Sol, divulga, diariamente, a trajetória de cada bloco que estará no Carnaval de Rua de Macaé 2019.

 

Daniela Bairros

 

Foi dada a largada para o Carnaval de Rua de Macaé 2019. A partir da próxima sexta-feira (1º), os foliões já começam a brincar na maior festa popular do Brasil. Em Macaé, os blocos desfilam a partir do sábado de carnaval, dia 02 de março. O primeiro, Bloco do Pecado, desfilará pelas ruas do bairro. No domingo, dia 03, o Bloco Chaplin’s desfila pelas ruas do centro da cidade. A partir desta edição, o Diário da Costa do Sol divulga, diariamente, matérias com informações sobre a trajetória de cada bloco que fará a festa no Carnaval de Rua de Macaé 2019.

Bloco do Pecado

A concentração será no dia 02 de março, às 16h, na Avenida José Passos de Souza Junior, 3.522, Praia do Pecado, ao lado do antigo Blue Tree Towers Hotel.

Após vários carnavais sem grande atrativo na cidade, um grupo de amigos frequentadores da Praia do Pecado, em Macaé, despertou em Rodolpho, a vontade de criar o bloco. Ele então convidou alguns amigos próximos em sua residência e lançou um desafio de criar um bloco no sábado de carnaval, com objetivo de atrair as famílias e amigos que passavam o carnaval na cidade.

Da ideia nasceu o Bloco do Pecado, que desde 2016 vem na missão de resgatar e reviver os tempos onde o carnaval de Macaé era o mais comentado de todo interior do Estado do Rio de Janeiro.

Bloco do Chaplin’s

O Chaplin’s Bar foi uma casa de shows que nasceu do sonho de criar um espaço de lazer e cultura para Macaé. Este sonho começou a ser construído em 1984, na Rua Silva Jardim, no Centro, por pura ‘ousadia’ e determinação de um macaense apaixonado pela música, conhecido como Samuel Marques, já falecido. Foi o ‘boom’ na época, da música ao vivo em bares, motivo pelo qual o espaço se firmou pela qualidade da música, do som e suas instalações. Uma casa velha que começou com andar térreo e mesas de ferro emprestadas se transformou em um espaço à altura de um público amante da boa música, um público eclético e seleto.

O Chaplin’s cresceu porque atendeu as expectativas do público e dos músicos que foram se identificando como proposta da casa, como espaço alternativo cultural, já que alguns músicos mantinham certa resistência em se apresentar em bares. O público da casa ganhou prestígio entre grandes nomes da música como Nana Caymmi e Eduardo Dussek, de plateia exigente e muito calorosa, pois aplaudiram de pé as apresentações merecidas.

O bar ganhou fama e passou a fazer parte do circuito cultural carioca, merecendo destaque na Revista de Domingo do Jornal do Brasil de 12 de fevereiro de 1995. Não mais uma casa velha, mas o Chaplin’s Bar ganhou mesas de madeira com cadeiras acolchoadas, ar condicionado, som importado, estrutura de dois andares com palco suspenso bem próximo ao público, que dava a sensação de aconchego e proximidade com o artista.

Através de muito trabalho e desempenho, principalmente para conquistar os patrocinadores, Samuel e seus discípulos, tornaram o Chaplin’s um espaço ativo e sólido que existiu até o ano 2000. Grandes nomes da música passaram por lá, como Léo Gandelman, que em 1991 fez três apresentações lançando dois discos “Solar” e “Vilões”.

Com o falecimento do empresário em 1997, a família resistiu mantendo o espaço mais três anos, chegando a lançar o grupo de forró Raiz do Sana e produzindo mais uma apresentação de Celso Blues Boy, figura constante do Chaplin’s.

Plagiando uma frase da Revista de Domingo, muitos amores e negócios foram abertos e fechados no bar, mas sem dúvida o que marcou foram os grandes shows que passaram por lá. Vinte anos se passaram e as pessoas que frequentaram a casa não se esquecem dos bons momentos que tiveram. Por isso, pelas boas lembranças e vontade de revivê-las um pouco, a família de Samuel realiza um trabalho de resgate dessa memória, por meio do Bloco do Chaplin’s desde 2017, quando se completou 20 anos do seu falecimento e 60 anos de idade. A ideia da realização do bloco e o resgate vem amadurecendo com o tempo e começou a se realizar com a união de um grupo de amigos que surgiu Os Resgatadores da Folia.

O Bloco do Chaplin’s desfila no domingo de carnaval, dia 3 de março, das 14h às 0h, na Rua Silva Jardim, 282, no Centro.

A concentração será às 14h na Rua Euzébio de Queiroz, 517, Centro, próximo à Unimed Costa do Sol. Às 18h, saída da Rua Euzébio de Queiroz até a Rua Teixeira de Gouveia, Rua Papa João XXIII, Avenida Agenor Caldas, Avenida Elias Agostinho, 585 (Orla da Imbetiba). Às 18h40, previsão de chegada na Orla de Imbetiba e às 0h, encerramento do bloco.

Crédito: Divulgação


 

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