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Circo na Mão: Cia Chirulico, de Macaé, lança projeto para a região Norte Fluminense

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

Em poucas semanas, a Cia Chirulico, de Macaé,  começa a percorrer o Norte Fluminense do Rio de Janeiro com o projeto “Circo na Mão”. A iniciativa está entre as contempladas pelo edital “Retomada Cultural RJ” e é apresentada pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Lei Aldir Blanc, e apostará nos meios digitais para aproximar o público das intervenções artísticas, uma vez que pandemia ainda exige protocolos e medidas de distanciamento.

Assim, os palhaços Fornalha (Anthony Brito) e Margarida (Aline Barbosa) apresentarão o espetáculo “Trocadilhos”, que chega em formato híbrido, ou seja, dividido em parte presencial e parte em formato virtual. De forma segura, a trupe fará cortejos em três bairros de cada cidade atendida, com uma equipe reduzida.

“Há quase um ano, todas as nossas atividades presenciais estão suspensas. A expectativa é muito grande e, por isso, o projeto vem sendo desenvolvido com todos os cuidados necessários. Queremos levar um espetáculo de qualidade porque, tradicionalmente, a nossa região não recebe grandes investimentos culturais, como acontece em cidades metropolitanas. Nossa proposta foi selecionada entre as melhores notas e a responsabilidade só aumenta”, disse Aline.

Durante a passagem, haverá distribuição de ingressos com as instruções para receber, de forma gratuita, o espetáculo diretamente no celular. "Trocadilhos" será enviado em três partes, sendo uma por dia. A Cia Chirulico também vai disponibilizar um clipe exclusivo com imagens do cortejo, incluindo uma música especialmente composta para cada cidade.

Além de Macaé, integram as cidades contempladas pelo projeto: Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Quissamã, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra.

Com o objetivo de evitar riscos, as atividades presenciais acontecerão em constante movimento. Mesmo assim, a equipe envolvida no projeto estará com kits de higiene, que incluem máscaras e álcool em gel, para distribuir para a população quando necessário. O calendário completo do “Circo na Mão” vai ser divulgado em breve.

O espetáculo

Trocadilhos foi selecionado para a Mostra Regional de Artes Cênicas do Sesc Rio, em 2018, e teve Lilian Moraes, da Casa Brasileira de Palhaços, como diretora. No mesmo ano, fez parte do Anjos do Picadeiro e, no seguinte, integrou a programação do Encontro Goiano de Malabares e Circo. Mais recentemente, estaria na Mostra Fringe, do Festival de Teatro de Curitiba, adiado em decorrência da Covid-19.

Acessibilidade e Sustentabilidade

 

Para que o maior número possível de pessoas tenha acesso ao projeto, a Cia Chirulico teve como base uma pesquisa do IBGE, divulgada em 2018, que apontou o celular como o meio mais utilizado para o acesso à internet no Brasil. Já no ano passado, o Panorama Mobile Time/Opinion Box apontou que 99% dos usuários de smartphones possuem o Whatsapp como ferramenta principal de comunicação. Assim, o aplicativo foi a escolha para o envio dos vídeos.

Todos os vídeos do projeto contarão com tradução na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Para as postagens na internet, a companhia adotará legendas nos vídeos e descrições inclusivas, com as hashtags #PraTodosVerem e #PraCegoVer.

Outra ação importante está voltada para a sustentabilidade. Como forma de compensar a emissão de Dióxido de Carbono (CO2) feita pelos veículos envolvidos no projeto (cortejo e propaganda), o grupo irá realizar o plantio de mudas de árvores em todas as cidades contempladas. Além disso todo o material gráfico será impresso em papel semente, que o público poderá utilizar para o plantio de hortaliças.

Cuidados redobrados

Para que o retorno seja seguro, a Cia Chirulico vem redobrando os cuidados. De forma virtual, Aline e Anthony participam do “Ciclo de Encontros: Educação e Cultura para Artistas de Rua no Contexto da Pandemia e Pós-Pandemia”, que é organizado Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/FIOCRUZ).

O objetivo é orientar os artistas de rua em suas atividades nos espaços públicos, buscando estratégias e ações que minimizem os riscos de transmissão da Covid-19. Há, ainda, abordagens sobre questões relativas às barreiras sanitárias múltiplas, além da comunicação e da educação popular em saúde.

Cia Chirulico

Companhia de palhaçaria, teatro de bonecos, música e arte de rua, a Cia Chirulico foi formada em 2013 por Anthony Brito (Fornalha) e Aline Barbosa (Margarida), com sede em Macaé. Eles são formados na Escola Livre de Palhaços (EsLiPa) e, ao longo dos anos, têm percorrido o país com espetáculos, oficinas e participações em festivais.

Desde os primeiros meses de 2020, com o avanço da pandemia, Anthony e Aline, ao lado do filho Vicente, transformaram parte da casa onde moram em um estúdio. De lá, saíram lives e uma série de gravações que estão disponíveis no canal do Youtube e nas redes sociais da trupe.

Crédito: Divulgação

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