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Brincadeiras nas redes sociais relembram momentos e costumes antigos de Macaé

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Lembrar dos bons tempos vividos em uma cidade, é sempre uma nostalgia gostosa de reviver. Todos nós, não importa aonde estejamos, temos em nossa memória, a lembrança de momentos inesquecíveis e que atualmente são contados através do que guardamos e também dos próprios lugares, que mesmo tendo sofrido modificações, continuam lá, em sua essência e dispostos a serem uma ferramenta de acesso valiosa e que nos preenchem de saudade. Pensando nisso que milhares de pessoas aderiram a brincadeira nas redes sociais denominada "crias de Macaé" que consiste em relembrar momentos e costumes antigos da cidade.

O Diário resolveu entrar nesse momento de nostalgia e preparou uma série de matérias relembrando a história de Macaé. Hoje a matéria será voltada para as pessoas que estão na ‘casa’ dos quarenta ou cinquenta anos. Quem tem mais ou menos essa idade e morou em Macaé na década de 70, vai gostar de lembrar de cantinhos muito especiais que existiam na cidade. Vamos lembrar de alguns momentos felizes?

Em frente ao Macaé Shopping, existia um campinho de futebol. Como ele era conhecido? Ele chamava-se campo do carrapato, onde os carroceiros, colocavam seus cavalos para pastarem e por isso, o local vivia cheio de carrapatos. Os jogadores de plantão saíam dos jogos com carrapatos, mas os relatos de que esses momentos valiam a pena, eram sempre muito comentados. Outra lembrança futebolística, digamos, era o campo de futebol que se chamava Ernestão. Ele existia onde hoje é o Supermercado Extra. E era um point e tanto para quem adorava um bom jogo de futebol.

Uma outra maneira de diversão muito conhecida na época, eram os trampolins da Praia de Imbetiba. Era de lei aos sábados ir se refrescar no primeiro trampolim, para os menos experientes, o segundo trampolim e o terceiro e eram os preferidos dos corajosos. Registros da época mencionam a presença de um homem muito famoso nesse local. Era o Fio, que tinha 1,80m de altura e com sua sunga cor de abóbora, fazia acrobacias nos trampolins e as pessoas deliravam.

Falar em diversão e não mencionar a parte musical, tão forte na cidade, seria até uma afronta. O famoso Bar do Mocambo era onde os velhos sambas eram tocados. Pessoas de outras cidades vinham de ônibus para participarem das grandes rodas de samba. Isso era sempre aos domingos e no mesmo dia, mas na parte da noite, um baile acontecia no Grêmio do antigo Senai. Domingo também era de praxe ir ao Cine Clube. Uma matinê com desenhos animados começava as 16h, mas antes uma parada obrigatória, fazia a juventude se deliciar na Sorveteria Sorriso, onde uma banana split de primeira era servida.

A Praça Veríssimo de Melo se transformava nos finais de semana numa espécia de pista de kart. Os chamados na época de Pistoramas eram famosos e a praça era o local perfeito para a diversão.

E se no Rio de Janeiro existe o Baixo Gávea, em Macaé existia o Baixo Imbetiba, onde o Renato do restaurante Ilhote Sul, fundou a Pizzaria Ilhote Sul, onde aconteciam vernissagens de artistas plásticos. Imbetiba era sinônimo de juventude, era o bairro mais querido da cidade. Trailers, barraquinhas com quitutes deliciosos, não deixavam ninguém passar fome. Podemos destacar o bar Redondo, onde o Bloco carnavalesco, Boi Paralipômeno, fazia concentração.

O que é comum para a realidade de muitas cidades, acho que todas, do Brasil, é algo que sempre é muito citado quando falamos do passado: a tranquilidade que as pessoas tinham em caminhar pela madrugada pelas ruas. Sobre isso, podemos destacar a existência do Cavern Club, e os festivais de Chopp no Tênis Club. A primeira casa noturna de Macaé, chamava-se Chaplins Bar e marcou época com a vinda de músicos importantes do nosso país e vindos de fora também. O Barracão da Criação, era um local muito conhecido também por ser o reduto de bandas locais.

Esse foi um pouco do cenário vivido na época. Macaé sempre foi uma cidade cheia de vida e cheia de histórias interessantes. Mesmo com tantas transformações, a cidade ainda preserva lugares memoráveis e que trazem ainda a saudade de uma época onde ainda não conhecia o poder das indústrias e que tinham em suas orlas, lugares incríveis de diversão.

Trecho da Praia do Pecado e Lagoa na década de 80 e início de 90

Praia da imbetiba antes da chegada da Petrobras


 

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