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Amigos, fotógrafos e jornalistas se despedem de Wanderley Gil e relembram trajetória do repórter fotográfico

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

Vários amigos, fotógrafos e jornalistas relembraram a trajetória do repórter fotográfico Wanderley Gil, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (20) vítima da Covid-19. Lelei, como era também chamado por amigos e colegas de trabalho, tinha 64 anos e estava internado desde o dia 1 de Maio em uma unidade do Centro de Terapia Intensiva (CTI), do Hospital Público Municipal (HPM).

"Macaé perde Wanderley Gil.
Ficamos sem o mais expressivo e dedicado fotojornalista de nossa região. O olhar de Gil sobre a nossa cidade era impar e desvendador.
Wanderley Gil foi a pessoa mais generosa, mais humana e mais espetacular que eu convivi. Sorte a minha ter desfrutado durante muitos anos de sua amizade. Juntos, travamos inúmeras lutas políticas, culturais e ambientais, sempre buscando o melhor para Macaé e para a nossa região. Agora, sem ele, temo não saber o que fazer daqui para frente. Gil, você vai fazer muita falta", registrou o fotógrafo e jornalista Rômulo Campos.

O jornalista Mário Luiz declarou que o Leley era um profissional que fazia da arte fotografar, uma forma de captar com profundidade a alma de Macaé.
"Em sua sensibilidade de fotojornalista, enxergava muito além do que olhos podem ver. Vai fazer muita falta o nosso amigo Wanderley Gil".

A jornalista Liliane Barbosa, que trabalhou com Gil em 1993, logo depois de se formar, lembrou o aprendizado que adquiriu com ele. " Aprendi muito com ele, foi muito importante para minha carreira. E para ele não tinha tempo ruim. Era um fotógrafo de muita sensibilidade. Gil era um artista. Vai fazer muita falta".

"Tive a oportunidade e honra de trabalhar com Gil por muitos anos no jornal O Debate. Uma figura simples, gentil e sempre cheio de histórias. Uma enciclopédia. Que tristeza pensar que Macaé não terá mais o seu olhar atento registrado em tantas fotos. Me lembro de sempre falar na redação: "Gil, partiu?!"...e ele prontamente pegava sua câmera e saíamos para mais uma pauta. Que saudade", declarou a jornaslista Renata Viana.

Em sua rede social, a jornalista Bertha Muniz postou:
"Grande colega de profissão. Tive a honra de trabalhar e conviver com ele por dois anos. Lenda do fotojornalismo. Daqueles que tenho certeza que jamais veremos. Paciente, sempre me ajudava nas pautas, dava dicas, apesar de sua imensaaaa experiência, não era soberbo, sempre queria ajudar. Fazia as fotos mais malucas que eu pedia, embarcava nas minhas ideias. Quando eu o encontrava na rua, eu gritava: Gilllll! E ele apertava os olhos para tentar reconhecer quem era a doida gritando o nome dele. Aí ele vinha andando devagar para me abraçar e dizia: Ohhhhh, menina, você está bem? Tinha aquele andar vagaroso, mas nunca perdia um clique importante, aliás, todas as melhores fotografias de Macaé são dele, sejam políticas, ou de paisagens. Vá em paz, Gil! O céu se alegra em receber você! E eu agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de ter feito inúmeras pautas com você!"

"Acho que todo o jornalista que trabalha em Macaé carrega um pouco de Gil , como carinhosamente chamamos no coração. Um amigo, um companheiro de pauta e tanto. Uma grande perda", declarou o jornalista Alysson Nogueira.

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