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ANVISA autoriza testes em potencial vacina contra o coronavírus de gigante farmacêutica norte-americana

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou nesta terça-feira, 18, que já autorizou a Jansen, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson, a realizar testes clínicos em estágio avançado com mais uma potencial vacina contra o coronavírus.

As informações foram divulgadas pela agência internacional de notícias Reuters, que explica que, de acordo com a ANVISA, os testes com a candidata a vacina já estão na última antes do registro e serão feitos no Brasil com 7 mil voluntários distribuídos nos estados de São Paulo (SP), Rio Grande do Sul (RS), Rio de Janeiro (RJ), Paraná (PR), Minas Gerais (MG), Bahia (BA) e Rio Grande do Norte (RN).

Também nesta terça-feira, em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou o que ele chamou de “nacionalismo da vacina”, quando países colocam seus próprios interesses à frente do desenvolvimento da vacina contra o vírus.

Segundo a ANVISA, a potencial vacina da gigante norte-americana Johnson & Johnson é composta de um vetor de adenovírus constituído para codificar a proteína do novo coronavírus, que causa a Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019), nome dado à doença provocada pelo vírus.

Além dos testes no Brasil autorizados ANVISA nesta terça-feira, outros testes com a candidata a vacina serão feitos com 60 mil voluntários em todo o mundo. O Brasil é o 2º país do mundo mais impactado pelo coronavírus, com mais de 3,3 milhões de casos confirmados, e mais de 108,5 mil mortes.

Esta autorização da ANSIVA é a 4ª para estudos clínicos que fornecido pelo órgão regulador do governo brasileiro para testes com uma potencial vacina contra o coronavírus no país.

Os outros testes autorizados pela ANVISA no Brasil são com candidatas desenvolvidas pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, que segue em estudo liderado pela Universidade Federal de São Paulo (UFSP); pela chinesa Sinovac, testada em estudo do Instituto Butantan, também de São Paulo; e pela norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, é importante que os países trabalhem com segurança e sem pressa para garantir que o desenvolvimento da vacina ajude a combater a pandemia do coronavírus em todo o mundo.

“(Agir) estrategicamente e globalmente é, na verdade, do interesse nacional de cada país; ninguém está seguro até que todos estejam seguros”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma coletiva de imprensa virtual.

Segundo dados da própria agência Rueters, mais de 21,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, e mais de 772,6 já morreram. De acordo com o site bing.com/covid, desenvolvido pela Microsoft, são 21,8 milhões de casos confirmados, com 773,1 mortes.

Também nesta semana, a OMS divulgou um dado preocupante, principalmente lembrando que diversas cidades da região do entorno da Bacia de Campos flexibilizaram as medidas de isolamento social e restrição de circulação para prevenção da pandemia, liberando o retorno do funcionamento de diversas atividades comerciais.

Em outra entrevista coletiva virtual nesta terça-feira, o diretor da região Pacífico Ocidental da OMS, Takeshi Kasai, informou que a disseminação do coronavírus está sendo cada vez mais fomentada por pessoas com idades entre 20 e 40 anos, e muitas não sabem que foram infectadas.

“Isso aumenta o risco de transbordamento para os mais vulneráveis: os idosos, os doentes em cuidados de longa duração, as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas e áreas carentes”, explicou Takeshi Kasai, referindo-se à capacidade de o vírus se adaptar e migrar de hospedeiros.

Na região do entorno da Bacia de Campos, após a flexibilização das medidas de prevenção ao vírus e a liberação do retorno das atividades comerciais, a população vêm, aos poucos, voltando às ruas, e frequentando estabelecimentos propícios para a formação de aglomerações, bares, restaurantes, academias, entre outras atividades liberadas na região recenetemente.

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