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Terceiro dia de protesto dos caminhoneiros afeta fornecimento e gasolina chega a ser vendida a R$ 6,25 em Macaé

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Os supermercados também já sofrem os impactos da greve.  Um deles já tem aviso na entrada, alertando o consumidor sobre a possível falta de produtos.

O terceiro dia da greve dos caminhoneiros contra o aumento do preço do diesel provoca falta de combustíveis em vários postos de Macaé e cidades vizinhas. Na Capital Petróleo, o preço do litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 6,25 nesta quarta-feira (23). Alguns postos da cidade fecharam por falta de combustíveis para revenda.

Além disso, há risco de o diesel não chegar às garagens de ônibus, o que pode acarretar o atraso e até a falta de coletivos na cidade. A SIT, responsável pelo transporte público em Macaé, não divulgou nenhuma nota sobre a redução da frota. Porém, no fim da tarde desta terça, já se notava a diminuição dos coletivos nas ruas da cidade.

Nos postos que continuam abertos em Macaé, Conceição de Macabu, Rio das Ostras e no único posto de combustível disponível em Carapebus, motoristas formaram filas para abastecer que invadiram faixas de ruas e avenidas, complicando o trânsito.

Os supermercados também já sofrem os impactos da greve dos caminhoneiros. Legumes e verduras como alface, agrião, batata inglesa, cenoura e inhame não foram repostos e já acabaram na maioria dos estabelecimentos. Os ovos também estão em falta em alguns mercados. No bairro Riviera, em Macaé, um supermercado já tem aviso na entrada, alertando o consumidor sobre a possível falta de produtos.

Normalmente, as mercadorias perecíveis são estocadas no dia anterior à venda. O gerente de uma grande rede de supermercados de Macaé, afirmou que não recebeu mercadorias nesta quarta-feira (23), por conta da greve. Para evitar os bloqueios de caminhoneiros em protesto nas principais vias de acesso à capital, o motorista do mercado fez um trajeto por Angra dos Reis.

“Caminhões que deveriam ter chegado nesta terça não conseguiram manter o prazo. Enviamos um caminhão próprio para Friburgo, que seguiu por um acesso que ainda não está bloqueado, mas até o momento a carga não chegou”, disse. A situação deve piorar nesta quinta-feira (24).

Em uma grande rede do setor de frutas e verduras no Centro, clientes disputam alimentos para estocarem. Alguns mercados fazem reposições simultâneas de alimentos, por conta da grande procura.

Além disso, carnes e produtos industrializados que levam proteínas na fabricação já estão com entregas comprometidas em razão de atrasos no reabastecimento. Os alimentos devem ter alta e afetar o bolso do consumidor, que já sente os efeitos da manifestação. Nos mercados, próximo às bancas de verduras e legumes, o que vimos foi o olhar preocupado e a surpresa por parte de quem resolveu ir às compras.

Segundo informações, caso o reabastecimento não seja retomado até a noite desta quarta-feira (23), as unidades do Ceasa do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, irão fechar até sexta-feira (25).

 

As sacas que sobraram de pimentão, tomate e repolho já dobraram de preço. Os reflexos dos protestos dos caminhoneiros chegaram à Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), em Irajá, na Zona Norte do Rio. Dos 340 caminhões que deveriam fazer entregas nesta quarta-feira, cerca de 75 conseguiram chegar ao mercadão. A saca com 50 quilos de batatas, que costuma ser vendida por R$ 70 ou R$ 80, já é comercializada por quase quatro vezes mais: entre R$ 250 e R$ 300.

Os problemas de abastecimento acontecem porque Minas Gerais é um dos principais estados produtores a enviar mercadorias para os estabelecimentos locais. E é exatamente a região que concentra mais pontos de protesto de caminhoneiros.

 

Consumidores chegaram a pagar R$ 6,25 pelo litro da gasolina em Macaé.

Produtos começam a faltar nas gôndolas dos supermercados de Macaé.

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