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População de Cabo Frio não aguenta mais e protestos tomam conta da cidade

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Servidores da saúde e da educação, alunos, responsáveis e cidadãos em geral participaram de um ato no final da manhã desta quarta-feira, 06, em Tamoios, distrito de Cabo Frio. O protesto foi contra o atraso dos salários dos servidores, a falta de estrutura nas unidades de saúde e educação, além das demissões em massa que estão ocorrendo afetando diretamente os serviços básicos.

Os manifestantes saíram do Poliesportivo João Augusto, de onde seguiram até a ponte que liga Tamoios, distrito de Cabo Frio, até Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. O trânsito ficou lento no local.

De acordo com a diretora da Escola Marli Capp, somente na sua unidade 33 funcionários foram demitidos, dentre inspetores de alunos, merendeiras, auxiliares e demais cargos. “Fechamos a escola durante uma semana porque não tinha gás, nem merenda. Desde o dia 16 de junho que venho sinalizando a secretaria que não temos condições de manter uma escola com dois mil alunos com a verba que estão nos enviando. Essa semana recebemos a merenda e o gás, mas ontem foram 33 demitidos. Eu não vou abrir a escola comprometendo a segurança dos alunos. Não posso abrir uma escola sem merendeiras, auxiliares e professores”, desabafou a diretora Liane.

O problema não é exclusivo do Marli Capp, mas sim de todas as unidades municipais. E também das unidades de saúde. Médicos estão sendo demitidos, e diversos pacientes não estão conseguindo realizar consultas já agendadas, além disso, novas marcações não estão sendo feitas. Quem precisa de remédio controlado, está desesperado.

“Como pegar a receita do medicamento? Sou hipertensa, como vou fazer?”, questionou a aposentada Neyde.

 

 

            Alunos também protestaram em frente a rádio, onde Alair daria entrevista – Estudantes do município também estiveram na porta do prédio onde fica a rádio ondas FM, por conta de uma entrevista que o Prefeito daria. Por conta da aglomeração, Alair Corrêa, acabou falando via rádio do seu gabinete. Sem a presença do prefeito na sede da Rádio Ondas, os estudantes foram protestar na porta da Secretaria de Educação. Vestidos de preto, funcionários da Escola Municipal Zélio Jotha fizeram um protesto silencioso, contra as demissões, na porta da escola em São Cristóvão.

Os estudantes foram para o local para protestar contra o fim da passagem de R$ 1,50 e o sucateamento das escolas e pelo retorno das aulas. Segundo o Sepe Lagos, não teve aula na unidade nesta quarta-feira (6), por falta de funcionários da limpeza. Todos teriam sido demitidos e por esse motivo o colégio não foi limpo e não tinha ninguém para fazer a merenda.

Durante a entrevista, mais uma vez o prefeito Alair Corrêa (PP), falou das dificuldades financeiras do município e disse que não houve demissões no quadro funcional da Prefeitura, mas sim a suspensão dos contratos e portarias pelo prazo de 60 dias. Segundo ele, foram suspensos 12% dos contratos e 50% das portarias. O objetivo é desinchar a folha para que o pagamento para que a mesma seja regularizada.

 

 

Mais protestos em Cabo Frio: Manoel Corrêa -  Na manhã desta quarta-feira, 06, os moradores do bairro Manoel Corrêa, em Cabo Frio, também foi as ruas como forma de protesto contra a situação complicada que o município de Cabo Frio se encontra. Por mais de uma hora, os manifestantes fecharam a estrada que liga Cabo Frio à Arraial do Cabo.

De acordo com os moradores, a ideia era chamar atenção da Prefeitura para o descaso com o bairro que precisa de coleta de lixo, tapagem dos buracos, além é claro da volta as aulas.

A polícia Militar conseguiu desbloquear e liberar a rodovia.

 

Texto e foto: Thaiany Pieroni

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