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Sexta-feira de protestos contra a falta d´água em Macaé

Bertha Muniz

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Moradores dos condomínios da MRV, no Barreto, levaram uma caixa d´água para a porta da Cedae, localizada no Centro de Macaé.

Moradores de Macaé fizeram protestos simultâneos cobrando a retomada do abastecimento de água em bairros do município, na manhã desta sexta-feira (2). Na Linha Azul, moradores do conjunto habitacional Bosque Azul, fizeram barricadas e atearam fogos em pneus, bloqueando a pista sentido Ajuda por cerca de duas horas.

Segundo os manifestantes, o condomínio Bosque Azul chegou a ficar uma semana sem uma gota d´água nas torneiras. Idosos, pessoas doentes e com deficiência física, além de crianças e recém-nascidos, contaram com a água que caía na torneira de uma das casas de lixo do conjunto habitacional. Ao fim de uma longa espera, voltou a cair água no local na tarde de sexta, após o protesto.

Já os moradores dos apartamentos da MRV, no Barreto, foram para a porta da Cedae, localizada no Centro, cobrar uma solução para a falta d´água nos três condomínios da construtora. Com cartazes e até uma caixa d´água, manifestantes pediram uma resposta para o problema, que já dura cerca de três anos.

Segundo a Cedae, a interrupção no abastecimento em Macaé, ocorreu por conta do rompimento de uma adutora de água bruta localizada próximo ao sistema de captação de água de Severina. Ainda de acordo com a companhia, pode ter ocorrido flutuação no abastecimento entre quarta (28) e quinta-feira (1º), devido ao reparo emergencial em uma tubulação, concluído na quinta-feira.

Sobre os prédios na MRV, no Barreto, a Cedae informou que que o local recebe água de forma contínua e a rede está abastecida.  A companhia alegou que um dos edifícios apresenta problemas internos – a construção não contemplou um sistema adequado de reservação de água para o imóvel. A rede que atende a região está abastecida, segundo a Cedae, o que pode ser demonstrado pelo fato de que o condomínio ao qual pertence o edifício conta ainda com outros seis prédios, onde não há reclamação de falta d’água, além de outros imóveis no entorno.

Já a MRV informou que tem buscado junto ao condomínio alternativas, desde antes da entrega das chaves, para garantir que os moradores dos empreendimentos do Barreto não fossem prejudicados. “Temos ciência das adversidades relacionadas ao abastecimento de água no município e desde então, atuamos para minimizar os transtornos causados por esse problema, além de buscar esclarecimentos e aproximação junto aos órgãos competentes sobre essas questões. Reforçamos que foram feitas tentativas de acordo e execução de melhorias nos condomínios que não tiveram êxito por falta de autorização dos representantes legais dos residenciais. Permanecemos à disposição para a qualquer momento retomar as negociações e avaliar as necessidades de possíveis reparos”, disse a empresa por meio de nota.


 

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