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Ser cabofriense deixou de ser orgulho em meio aos transtornos administrativos

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Apesar das belezas naturais e do reconhecimento turístico, Cabo Frio deixou de ser a menina dos olhos dos seus próprios moradores. Uns vivem a vontade de ser independente outros de pertencerem a outro município, mas de longe há uma grande vontade, tão pouco orgulho de ser cabo-friense. Prova disso, é o assunto emancipação, que apesar de todas as dificuldades nunca deixa de ser pauta no segundo distrito, Tamoios.

Há anos, são realizados movimentos, caminhadas, carreatas, protestos, idas até a Assembleia Legislativa ou mesmo a Brasília. E mesmo não sendo uma luta fácil, o morador de Tamoios, guarda a esperança de ser reconhecido como Tamoiense, de fato, já que nunca se sentiu cabo-friense.

“Falo por mim e por minha família, nem sabíamos que Tamoios existia, sempre chamamos de Barra de São João, assim como muitas outras pessoas fazem até hoje. Isso prova, que muita gente não consegue ligar que Tamoios pertence a Cabo Frio. Mesmo quem consegue identificar aqui pelo bairro ou pelo distrito, ainda fica na dúvida se realmente é Cabo Frio”, avaliou a moradora Isabelle Freitas.

Para os moradores, a estrutura está pronta para que Tamoios se torne independente. “Eu sou a favor da emancipação, pois temos tudo para sermos uma município bem desenvolvido, arrecadação do petróleo, belas praias, um lugar incrível, uma população que vem crescendo a cada dia que passa. Seria importante arriscar, pois já não temos atenção suficiente do governo de Cabo Frio, se houvesse um político daqui com garra pra conseguir tal feito, ele seria eternamente lembrado pela população de Tamoios, temos tudo, nos falta coragem”, avaliou o estudante Wagner Leal, que apesar de morar pouco tempo no distrito, já consegue entender a gravidade da localidade, gerada pelo abandono.

Já o bairro de Maria Joaquina sofre por ter chegado perto de pertencer a Búzios, mas ter ficado dentro das limitações de Cabo Frio. Apesar da limitação burocrática o sentimento dos moradores desse bairro é totalmente buziano.

“Uso tudo em Búzios. Aqui é Cabo Frio, mas seria mil vezes melhor que fosse Búzios. Usamos a Policlínica lá em Búzios. Aqui na Maria Joaquina não tem nada, temos que ir para o centro de Cabo Frio ou ir a Tamoios, tudo longe daqui. Minha filha estuda em Búzios, por exemplo. Seria tudo melhor se aqui fosse Búzios. Nosso trabalho é em Búzios, os bancos são em Búzios”, desabafou Eliane Gomes de Araújo, moradora da Rua das Palmeiras.

Em tempos passados, ainda havia uma justificativa de falar que morava no município que tinha a Praia do Forte, que foi o eleito o mais limpo, mas hoje, nem esses títulos, que pertenciam ao primeiro distrito existem, deixando que o valor de ser cabo-friense, seja cada vez menor.

“Antigamente, a gente ainda podia falar para quem não conhecia o lugar, que morávamos em Cabo Frio. Assim, associariam a Praia do Forte e as belezas do Centro, mas hoje em dia, a fama da péssima administração já se espalhou, falar que mora em Cabo Frio é o mesmo que dizer que mora em um local abandonado pelo poder público, que não paga o servidores, que não tem coleta de lixo, que tem um saúde de péssima qualidade e que não valoriza a educação”, lamentou o morador de Tamoios, Rogério.

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