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Quissamã-RJ: Servidor do IFF pede na justiça para que Prefeita e sobrinho sejam investigados pelo Ministério Público

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A Justiça Eleitoral de Quissamã (RJ), no Norte Fluminense, recebeu um requerimento do Servidor Federal Rafael Carvalho Ramos, lotado no campus Quissamã do Instituto Federal Fluminense, para que o Ministério Público investigue a Prefeita da cidade, Maria de Fátima Pacheco, e seu sobrinho e afilhado, Ítalo Pacheco das Chagas.

Trata-se de um dos pedidos feitos através de uma contestação espontânea em uma Ação de Investigação Eleitoral movida pela Prefeita contra a Página "Jornal Quissamã", na qual o servidor é editor.

O pedido se baseia em matéria publicada na Página em 26/09/2020, intitulada “O Rei do Gado”, onde Ítalo Pacheco aparece numa foto em meio a inúmeros maços de dinheiro vivo, em um escritório de advocacia durante o pagamento de um acordo judicial para encerrar uma ação de reintegração de posse em que figurava como Réu. O valor do acordo foi de R$ 150.000,00, pagos em espécie. Para Rafael, o fato é _“intrigante, ao se levar em consideração que os bancos são obrigados a notificar o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de toda operação com dinheiro em espécie superior a R$ 10.000,00”_.

Nos autos do Processo nº 0000925-69.2019.8.19.0084, que correu na vara única da comarca de Quissamã, a autora, uma idosa de 88 anos, acusou Ítalo Pacheco de se apropriar de terras e gado que lhe pertenciam, através de um contrato supostamente fraudulento e desvantajoso, onde teria usado advogados da Prefeitura como instrumento de pressão. Ao tentar ser intimado pelo Oficial de Justiça no processo, Ítalo se recusou a assinar a citação e foi notificado à revelia.

O advogado Diego Vogas, que fez a defesa do sobrinho e afilhado da Prefeita, é Assessor Especial da Prefeitura de Quissamã, lotado no próprio Gabinete de Fátima Pacheco.

Já na Ação de Investigação Eleitoral que corre na 255ª Zona Eleitoral de Quissamã, o advogado de Rafael Ramos sustenta que o Ministério Público deva _“instaurar um procedimento investigatório para apurar a origem do dinheiro e se houve prática de algum crime, visto a proximidade de Ítalo Pacheco com pessoa politicamente exposta e ordenadora de despesa de um orçamento milionário”_.

A AIJE encontra-se em sua fase de alegações finais, para última manifestação das partes, e posterior sentença final do Juiz Eleitoral, o que deve ocorrer após o recesso judiciário.

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