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Profissionais da Educação de São Pedro continuam em greve após reunião com novo secretário de educação

Thaiany Pieroni

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Os profissionais da educação de São Pedro da Aldeia decidiram, em assembléia, manter a greve, que pode completar um mês no próximo dia 20. Representantes do sindicato dos profissionais da Educação chegaram a se reunir com o novo secretário de educação do município, Alessandro Teixeira, na última sexta-feira, 14, mas as partes envolvidas não conseguiram chegar a um acordo.

No encontro, realizado na sede da secretaria de educação, foram debatidas assuntos como o andamento do processo de revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), além de outras demandas do Sindicato.

A pauta de questionamentos do Sindicato abordou assuntos referentes aos recreadores, às adequações ao Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações – PCCR, carga horária do pessoal de apoio, reajuste do enquadramento do DOC I e criação de códigos no ponto específicos para falta, greve e paralisação.

A secretaria de educação propôs ainda a criação de um Grupo de Trabalho para verificar questões jurídicas relativas às solicitações do SEPE, proposta prontamente aceita pelo Sindicato.

Porém, com relação as outras demandas, foi solicitado mais tempo aos trabalhadores. O pedido não agradou a classe, que afirma que desde 2016 está esperando que o Governo Municipal cumpra os acordos feitos junto à categoria.

 

Sobre a greve – Cerca de 40% dos profissionais da educação, que atuam no município de São Pedro da Aldeia, decidiram paralisar as atividades desde o último dia 20 de agosto. De acordo com o Sindicato dos profissionais da Educação da Costa do Sol, a greve foi a forma encontrada pela categoria para chamar atenção da administração pública.

“Não fazemos greve para prejudicar os alunos nem as famílias. Greve é uma situação limite. Ela acontece quando todos nossos esforços de diálogos foram esgotados, sem resultado. Por isso, a necessidade de lutar se fez necessária! Estamos empenhados na luta por uma educação pública de qualidade, que forme cidadãos críticos e responsáveis. Para que isso aconteça, precisamos contar com o apoio e respeito de todos”, informou nota publicada pelo sindicato, que informou ainda que desde o dia 19 de julho estão tentando buscar soluções com a administração pública sem que nada fosse resolvido.

Na lista de reivindicações da categoria está o cumprimento da decisão judicial do dissídio de greve de 2016 PCCR; dos direitos dos não docentes; e ainda alegação e exclusão desses servidores da pasta da educação; Na lista, a categoria exige ainda o cumprimento da adequação do DOC l desde 2015 e pagamento do retroativo; da regularização dos recreadores que continuam como não docentes desde 2015; o pagamento do 13º de 2015 período concursado em contrato. A categoria também denuncia a falta de professores em muitas turmas/escolas; falta de com infraestrutura adequadas; e a falta de manutenção nas escolas.


 

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