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Prefeitura de Macaé segue realizando limpeza manual do canal Macaé-Campos

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Desde segunda-feira, 2, equipe da Secretaria de Infraestrutura trabalha em importante marco história da cidade

Tunan Teixeira

 

A Prefeitura de Macaé segue trabalhando para melhorar a qualidade de vida da população, desde o início da semana, vem realizando ações de limpeza manual no canal Macaé-Campos, entre os bairros São José do Barreto e Barra de Macaé.

De acordo com o governo municipal, cerca de 20 homens da Secretaria de Infraestrutura, que estão trabalhando no local desde a manhã desta segunda-feira, 2, seguem com o serviço até a próxima semana.

E os esforços não devem parar depois de concluídos os trabalhos no canal Macaé-Campos, já que a prefeitura pretende seguir com o cronograma da secretaria e enviar a equipe para realizar o serviço de limpeza no canal do Arroz, na Ajuda.

“Em três dias, foram retirados 20 caminhões com detritos e vegetação. A colaboração da população é importante, pois o lixo lançado no canal pode servir de depósitos de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças”, falou o Secretário de Infraestrutura, Célio Chapeta.
O gestor da pasta revelou, que para a realização deste trabalho, além da equipe de funcionários, o serviço está sendo feito com a ajuda de máquinas retroescavadeiras e caminhões caçambas, para a retirada da vegetação e dos detritos no entorno do canal.

Conforme a prefeitura, a via que margeia o canal Campos/Macaé, no trecho entre a Vila Badejo e o Barreto, também recebeu a ação do órgão, com a colocação de solo brita, atendendo a uma solicitação dos moradores e motoristas que transitam pelo local, segundo explicou Célio Chapeta.
Canal Campos-Macaé – Canal artificial que interligava a cidade com o município vizinho de Campos dos Goytacazes, o canal Macaé-Campos corta os municípios de Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus e Macaé, além do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
O empreendimento foi projetado em 1837 pelo inglês John Henry Freese, e recebeu a visita do Imperador D. Pedro II em 1847, quando este veio inspecionar as obras e visitou as cidades da região, mas as obras terminariam apenas em 1866.

Além disso, o canal, também chamado Campos-Macaé, é considerado uma das maiores obras de engenharia do país à época do Império. Com uma largura média de 15 metros, o percurso estendia-se por 106 quilômetros (106 km), sem contar os diversos canais de derivação.

Considerando-se apenas a extensão, é o segundo canal artificial mais longo do mundo, sendo superado apenas pelo Canal de Suez (163 km), e superando o Canal do Panamá (82 km), outras duas famosas obras desse tipo.
A construção foi autorizada por lei pela Assembléia Provincial do Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1837, e o projeto foi concebido, principalmente, como uma hidrovia para transporte do açúcar produzido na região de Quissamã e Carapebus, já que, na época, a região tinha como principal atividade econômica, a exploração da cana-de-açúcar e o comércio escravagista, legalizado no país até 1850, com a aprovação da Lei Eusébio de Queiroz.

Com a construção do canal, o açúcar produzido na região, que até então era transportado até ao porto de Imbetiba, em Macaé, por carros de bois ou por via marítima, através da Lagoa Feia, localizada na divisa dos municípios de Campos e Quissamã, e dos canais, das Flexas, em Campos, e da Barra do Furado, em Quissamã.

Foto: João Barreto

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