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Pais de bebê de 1 ano e 7 meses, portadora de paralisia cerebral, precisam de ajuda para tratamento e cria campanha nas redes sociais em prol da filha, Melina

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

Uma bebê de 1 ano e sete meses e que se chama Melina Carloni de Sousa. Os pais: Maisa Fernanda Carloni, de 33 anos, e Gilberto José de Souza Junior, 39.

Melina nasceu no dia 24 de agosto de 2019 e sofreu uma hipóxia grave. Passou 36 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou intubada durante 26 dias. A bebê, segundo a mãe Maisa, nasceu com encefalopatia crônica não progressiva (paralisia cerebral), epilepsia refratária, em que não é possível controlar crises convulsivas com medicamentos. Maisa explicou que a filha não possui controle do tronco, não senta, não anda e precisa se alimentar por meio de sondas. “São muitas as necessidades da Melina, como uma criança especial e com muitas lesões neurológicas graves”, explicou. Diante disso, os pais da Melina se mobilizaram e criaram, nas redes sociais, uma campanha custear as despesas do tratamento da filha, que precisa, constantemente, de uma abordagem multidisciplinar médica, com especialidades como: pediatra, neurologista, ortopedista, otorrinolaringologista, oftalmologista, fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, medicamentos especiais e alimentação especial por meio de sonda. Ainda segundo a mãe Maisa, mesmo com todos esses cuidados especiais e necessários, Melina ainda têm muitas convulsões, o que dificulta ainda mais o seu desenvolvimento. Como se não bastasse a doença da filha, Maisa faz tratamento contra um câncer de mama, diagnosticado no ano passado. Maisa faz sessões de quimioterapia atualmente.

Uma vaquinha virtual em prol da Melina foi criada (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-melina-maisa-fernanda-carloni), com objetivo de angariar recursos financeiros. Até o momento, já foram arrecadados um pouco mais de R$ 30 mil, mas a meta é R$ 200 mil, pois a bebê, além de vários acompanhamentos médicos especializados, necessita de equipamentos para o dia dia, mas que são específicos para uma bebê como ela, como carrinho stingray, NF Walker, Parapodium, Theratogs GFB, Canseira Banhita, Kit Sensrial, Caneta Zvibe e ponteiras, mordedores Ark Terapêuticos, Cadeira de atividades, Rolos P e M, Bola grande, bancos terapêuticos, Headpod, Massageador Orofacial, Spinner e Swab, Inalador, Aspirador, Oxímetro, Veste terapêutica Upsee e plano inclinado

Atualmente, Maisa, Gilberto e Melina moram em um apartamento pequeno, mas devido às necessidades especiais da filha, terão que se mudar para uma casa adaptada para que Melina consiga se deslocar e viver. A família já conseguiu comprar o terreno, no Vale das Palmeiras, mas ainda não há previsão para o início das obras.

Melina também necessita de um leite específico e que é caro, segundo a mãe. “Quando a Melina era menor, eram necessárias cinco latas, por mês. Atualmente, quase um ano, minha filha precisa de 15 latas por mês. Eu foi informada pelo poder público que a aquisição deste leite demore devido à necessidade de se abrir licitação para compra. Então, é uma outra campanha, mas pode ser que demore para conseguirmos esse leite. Eu tenho laudo e documentos que comprovam a necessidade da minha filha ter que consumir esse leite. O governo está trabalhando com estoques do ano passado e como terá que licitar, vai demorar. Por isso, houve a necessidade dessa campanha também”. Ontem, terça-feira (13), Maisa consegue adquirir cinco latas. “Esse leite é bastante específico e caro. É uma dieta muito cara. Quem tem epilepsia refratária, ou seja, convulsões, têm resultados comprovados com a dieta. E já tentamos diversos medicamentos, mas sem resultados, estamos apostando nessa dieta cetogênica. A Melina precisa dessa dieta para tentarmos amenizar as crises convulsivas dela. Porque quanto mais crises ela sofrer, ela regride, e os neurônios são destruídos”.

Atualmente, Melina necessita tomar vários medicamentos anticonvulsivos, além da necessidade de terapia, que segundo Maisa, é realizada três vezes ao dia, em lugares e horários diferentes. “Devido ao meu tratamento contra o câncer de mama, meu braço fica comprometido, e muitas vezes, não tenho forças para carregar minha família, mas carrego. Mãe é mãe. Eu costumo dizer, que é Deus que carrega a Melina, usando os meus braços. Eu tenho muita limitação. A casa adaptada vai nos ajudar demais, para podermos dar uma qualidade de vida melhor para ela, desde um banho descente. Onde moramos atualmente é muito apertado. Cadeira de banho é grande e não temos espaços e necessitamos de tudo adaptado para minha filha”, concluiu.

Doações podem ser feitas também pelo Banco do Brasil. Agência 0051-5. Conta poupança: 500500-0. Variação 51, ou ainda pelo Pix: 21795093757 . A trajetória da bebê Melina e a necessidade dela devido à doença, também estão nas redes sociais facebook e instagram: ajudeamelina.

Crédito: Divulgação

 

 

 

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