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Óleo do Nordeste tem poucas chances de reaparecer na costa fluminense

Thaiany Pieroni

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Nesta semana, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), reuniu os municípios do litoral fluminense para apresentar um balanço sobre as ações adotadas pelo órgão ambiental estadual para atuação em caso de presença de óleo na costa fluminense. O encontro foi realizado na sede do Inea, no Centro do Rio, e contou com as presenças de cerca de 30 técnicos dos municípios de Carapebus, Itaguaí, Niterói, Angra dos Reis, Mangaratiba, Maricá, Magé, Rio das Ostras, Macaé, Arraial do Cabo, Saquarema, Paraty, Búzios, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.

A reunião foi conduzida pela Gerência de Operações em Emergências Ambientais (Geopem). Na ocasião, o assessor técnico da Geopem, Ricardo Marcelo, falou sobre a importância da capacitação ministrada para os técnicos dos municípios costeiros. O objetivo foi prepará-los para agir com segurança e rapidez diante de um cenário de emergência ambiental, no caso, de presença de óleo nas praias.

“O envolvimento dos municípios superou as nossas expectativas, pois os técnicos se empenharam em todo o processo da capacitação. O conhecimento obtido por meio do treinamento fica como um legado, pois eles estão preparados para agir diante de qualquer cenário de emergência ambiental. Além disso a reunião também serviu para informar que, apesar da presença de óleo na costa fluminense ter sido inexpressiva, vamos continuar monitorando o cenário até o final de dezembro ”, ressaltou Ricardo Marcelo.

O Secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos dos Goytacazes, Leonardo Barreto, aprovou a iniciativa do Inea: “No dia seguinte ao término da capacitação, iniciamos o monitoramento da orla de Campos que é feito diariamente. Esse treinamento nos deu mais segurança para atuarmos e também aprendemos sobre como proceder para a destinação ambiental adequada do resíduo oleoso que era uma preocupação para nós”, destacou Barreto.

Ao todo, o Inea capacitou 250 técnicos dos municípios de São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Quissamã, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Macaé, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios, Saquarema, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Guapimirim, Araruama, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

O treinamento foi uma ação definida pelo grupo de trabalho especial criado em 24 de outubro, conforme publicação em Diário Oficial do estado, para acompanhamento e vigilância das manchas de óleo na costa brasileira. O grupo é coordenado pela secretária do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e composto por técnicos da Seas e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O treinamento teve como base as orientações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

Resíduos oleosos

O primeiro vestígio de óleo no Estado do Rio de Janeiro foi encontrado na Praia de Grussaí, em São João da Barra, no dia 23 de novembro. A análise da Marinha revelou que esse resíduo era compatível com o óleo encontrado no Nordeste.

Já no dia 25, surgiram resíduos oleosos nas praias do Barreto, em Macaé; Santa Clara, em São Francisco do Itabapoana; e Barra do Furado, em Quissamã. Destas, somente os fragmentos de óleo encontrados na Praia de Santa Clara são compatíveis com o óleo que atingiu as costas nordestina e capixaba. Os fragmentos foram recolhidos e todas as praias encontra-se limpas. Ao todo foram recolhidos 320 gramas de resíduos oleosos.

Deste então, nenhuma outra cidade registrou o aparecimento de vestígios de óleo.

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