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Novo Secretário de saúde de Cabo Frio que encontrou uma “herança maldita” no setor da saúde

Thaiany Pieroni

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Após 14 dias à frente da secretaria de saúde de Cabo Frio, o novo secretário da pasta, Antônio Macabu, convocou a imprensa para esclarecer a situação a qual a saúde municipal foi encontrada pela nova gestão. Segundo ele, a gestão anterior deixou uma “herança maldita”, que não condiz com as informações apresentadas durante o período de transição.

O secretário informou que os problemas vão desde unidades sucateadas, como é o caso do local onde funcionava o antigo Hospital da Criança e do Almoxarifado, até o encerramento iminente de contratos essenciais como alimentação, medicamentos e insumos básicos.

Com relação ao abastecimento de insumos para toda a rede municipal de saúde como agulhas, luvas, seringas, gaze, álcool entre outros produtos, os contratos deveriam ter sido celebrados ou renovados há cerca de quatro meses, o que não teria ocorrido. O mesmo se refere aos acordos referentes à manutenção das ambulâncias. Sobre os contratos referentes à alimentação, esta semana haverá um encontro com a empresa para tratar das alternativas para manter o fornecimento.

“Estudamos formas de abastecer o almoxarifado e as unidades de saúde, que no fim de semana estavam praticamente sem suprimentos. Mas conseguimos abastecê-las por uso de saldo restante de contratos anteriores ainda vigentes para que não fechassem. Avaliamos também a questão dos contratos, que devido aos trâmites burocráticos, não temos tempo hábil para renová-los e muitos não têm nem saldo”, avaliou o secretário.

Macabu falou também sobre uma ordem de despejo em um almoxarifado. “Estamos com ordem de despejo do prédio onde fica o almoxarifado, na antiga Secretaria de Transportes, em São Cristóvão. Lá não tem nada. Tem materiais que compraram sem necessidade, onde vamos viver até 2080 e não vamos utilizar. Tem notas de materiais que compraram que não receberam, falta insumos básico, remédios perderam a sua validade”, falou.

Quanto ao prédio onde funcionava o Hospital da Criança está sendo estudada uma forma para utiliza-lo de forma administrativa, já que no momento, é considerável inviável a reabertura da unidade. Inclusive, de acordo o secretário, a situação do Hospital foi justamente o que inviabilizou sua ida as unidades de saúde de Tamoios para que pudesse avaliar o estado das mesmas.

O secretário finalizou afirmando que as visitas às unidades vão continuar. Em paralelo, estão sendo adotadas medidas para sanar os problemas mais urgentes como abastecimento, realocação de equipamentos em unidades entre outros.

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