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Moradores denunciam falta de medicamentos na UPA de Araruama

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A equipe do Diário da Costa do Sol foi até Araruama nesta quarta feira (24) apurar a denúncia de falta de medicamentos de algumas qualidades de antibióticos na UPA do município. Enquanto apurávamos a denúncia, fomos procurados pela moradora Josimar Machado Farias, nascida no município, que relatou várias irregularidades no atendimento da unidade. Segundo ela, o atendimento é realizado por acadêmicos de medicina e há a falta de medicamentos em vários setores.
"Semana retrasada, trouxe meu filho para a UPA e fomos atendidos por uma estagiária, porque o médico fica lá dentro e só atende emergência. Mesmo assim tivemos que levar o menino com pneumonia para São Pedro da Aldeia”, disse.
Ainda segundo Josimar, a situação piora por falta de vacinas obrigatórias, pediatria e a necessidade de enfrentar filas de madrugada para marcação de consulta no CIMI. A moradora conta que a situação da saúde nem sempre foi assim: "Na época de Chiquinho (ex-prefeito) a saúde era maravilhosa. Eu nasci e fui criada aqui nunca vi a saúde tão  ruim como está. " Finaliza a moradora que também citou o falecido prefeito Meira como referencia de um tempo a saúde funcionava.
Em junho de 2016, o Juiz Rodrigo Moreira Alves, da 2° Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Araruama, já havia determinado por meio de liminar que o município fizesse a regularização da situação dos medicamentos no prazo de 60 dias. Dentre as obrigações, o município teria de disponibilizar sempre todos os medicamentos de uso básico para a esfera municipal, seguindo as regras do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre penalidade de multa para o prefeito Miguel Jeovani e ao secretário municipal de Saúde. Ainda segundo a liminar, placas informativas deveriam ser fixadas em todas as farmácias da rede pública municipal de saúde, em local visível, com os dizeres: “Sr. Paciente: Em caso de falta do medicamento prescrito por médico da rede municipal, procure a Defensoria Pública ou o Ministério Público desta cidade, e exija seu direito.”.
 Sobre a denúncia desta quarta (24) a  assessoria de comunicação da prefeitura informou que o Governo do Estado não repassa verbas para a UPA 24 Horas há mais de um ano e que, apesar dessa limitação, a Prefeitura tem honrado o compromisso de manter a unidade em pleno funcionamento, com clínicos e pediatras realizando o atendimento, com auxílio de acadêmicos de Medicina conforme previsto em lei. Quanto a marcação de consultas, informou ainda que no CIMI é feita às terças e sextas à partir das 6h30. Nos últimos seis meses, houve aumento na demanda de atendimentos. As vacinas estão sendo oferecidas regularmente.

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