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Moradores de Macaé são pegos de surpresa por falha em equipamento da Cedae que gerou pane em abastecimento

Bertha Muniz

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Mais uma vez os moradores de Macaé foram surpreendidos com a interrupção do abastecimento de água.  Com temperaturas que chegam a ultrapassar 40 graus, famílias sofrem com a falta d’água neste verão. Em bairros como Lagomar e Bosque Azul, as torneiras estão a maior parte do tempo secas há mais de um mês.

No condomínio Residencial Parque dos Cavaleiros I, localizado na Granja dos Cavaleiros, a saída tem sido recorrer diariamente a caminhões-pipa, que mesmo assim, não dão conta de abastecer integralmente os 262 apartamentos do conjunto habitacional. Segundo o síndico Tiago Natalino, um caminhão-pipa de 17 mil litros custa R$ 340. Para que todos os apartamentos tenham vazão de 4 horas de água, são necessários 50 mil litros do recurso hídrico. Em apenas uma semana, a administração do condomínio teria que desembolsar R$ 40 mil para abastecer as residências. Um prejuízo que seria cobrado dos moradores através de taxa-extra.  Na falta de alternativas,  a solução dos moradores do condomínio têm sido encher galões e garrafas pet para lavar louça e realizar tarefas domésticas na casa de parentes e amigos.

Bairros como Jardim Franco, Miramar, Praia Campista, Jardim Vitória, Nova Macaé e Novo Cavaleiros também tiveram o abastecimento suspenso sem aviso prévio na semana passada. A Cedae informou por meio de nota enviada no fim da tarde desta terça-feira (5) que na última semana houve necessidade de realizar manutenção emergencial no sistema que atende parte do município, o que reduziu o fornecimento de água. O equipamento, segunda a empresa, não estava performando adequadamente e foi reparado.  A Cedae alega ainda que o sistema do município já está operando e, desta forma, o abastecimento está sendo retomado e vai se restabelecer totalmente ainda esta semana.

Moradores de um condomínio na Granja dos Cavaleiros enchem galões para armazenar água.

A explicação da Cedae não convenceu a população e na prática as operações ditas em nota ainda não foram sentidas, pois o abastecimento ainda não foi retomado. Moradores do Parque Aeroporto, o pedreiro Jefferson Franco e a doméstica Sabrina Dias, dizem que o problema não é novo na região. Eles contam que o bairro sofre com a falta d’água em todos os verões. Mas esse ano, a situação piorou: já são 10 dias com a caixa d’água vazia.

Para jantar, Sabrina e o marido têm comprado quentinhas, já que cozinhar e lavar louça se torna impossível. Para tomar banho, o casal precisa ir até a casa da mãe da doméstica, na Ajuda de Baixo. “Vamos lá todos os dias e enchemos várias garrafas pet para dar descarga no vaso e limpar a casa. Sempre faltou água, mas nunca assim. Antes, ficávamos no máximo três dias sem”, disse Sabrina.

Na falta de água potável, a solução também é comprar galões, como conta a professora Ingrid da Cruz Santos. Moradora da Praia Campista, ela conta que não tem condições de arcar com um caminhão-pipa e vem improvisando comprando um galão de água por doa. “Eu e meus filhos estamos tomando banho na casa de parentes que possuem poço artesiano. Compro o galão somente para lavar o rosto e escovar os dentes. Tem 10 dias que estamos assim, cai aquela água fininha na bica e depois vai embora “, relata.

Engana-se quem pensa que a falta d´água é um problema pontual. No Residencial Parque dos Cavaleiros I, citado no início da matéria, há famílias que sofrem há 10 anos. “Como representante dos 262 apartamentos do meu condomínio quero saber da Cedae até quando teremos que ficar sem abastecimento de água, são 10 anos passando por esta situação, grande parte dos moradores são crianças e idosos  que vivem em situações extremas quando falta água. Diversas são as vezes que tentamos ligar e mandar mensagens para o Sr. Fernando Arruda Gerente da Cedae e o Getúlio Coordenador , poucas são as vezes que temos um retorno.  Estamos entregues ao nada e ninguém para defender a gente”,  afirma Tiago.


 

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