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Macaé zera a demanda por biópsias de próstata

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O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. No entanto, quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Saúde de Macaé tem investido forte em prevenção e também no diagnóstico precoce da doença. Tanto que é um dos poucos municípios do Estado a oferecer, em sua rede pública, o exame de biópsia de próstata, o mais preciso para detectar este tipo de câncer. E, em apenas seis meses, toda a demanda por este exame na cidade — a fila anterior era de 100 pacientes — foi zerada.

De acordo com a coordenadora de Controle e Avaliação do Município, antes de a rede própria realizar o exame, apenas quatro procedimentos eram realizados por mês, no Rio de Janeiro. “Todos os procedimentos tinham que ser realizados no Rio Imagem que, por atender a todo o estado, só nos disponibilizava quatro vagas por mês. Além disso, havia a demora para a marcação e o incômodo para os pacientes que tinham que ser encaminhados para outra cidade”, destacou Valéria.

O exame é realizado por um médico concursado da Prefeitura de Macaé, e os exames são realizados na UPA da Barra. Com isso, além da economia com o transporte (já que os pacientes não precisam mais serem enviados ao Rio), há também o fato de o exame não gerar custos adicionais com terceirização de laboratórios. Ganha o município e ganha também o paciente.

Aumento de 2100% — Se antes a cidade conseguia atender a apenas uma demanda de quatro pacientes ao mês, hoje a rede própria macaense atende a uma média de 88 pacientes, um aumento de 2100% na quantidade de atendimentos.

O exame — A biópsia é um procedimento no qual uma amostra de tecido é removida e encaminhada para análise de um patologista. O procedimento consiste em inserir uma agulha através da parede do reto em direção à próstata. A extração da agulha remove, em fração de segundos, um pequeno cilindro (núcleo) do tecido. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se tenha uma quantidade de amostras suficientes para enviar ao laboratório de patologia. Se detectado o câncer, o paciente é encaminhado imediatamente para o Núcleo de Oncologia, onde é iniciado o tratamento imediatamente.

Para realizar o exame o processo é bastante simples: basta um pedido assinado por um médico da rede pública macaense (SUS). Com o pedido em mãos, o paciente deve procurar a Coordenadoria de Controle e Avaliação (antigo 0800), onde marcará o procedimento em uma rápida entrevista com a assistente social, onde serão explicados todos os passos da coleta do material até o diagnóstico. Segundo Valéria Lopes, o prazo máximo de espera é de 30 dias.

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