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Instabilidade política abre espaço para poder paralelo se instaurar em Cabo Frio

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O município de Cabo Frio vive um momento drástico na política, o que parece fortalecer a ação de um poder paralelo denominado tráfico de drogas. Nessa semana, dois atos deram ênfase a este cenário: A expulsão de um pré-candidato ao executivo no bairro Jardim Esperança, e o financiamento da limpeza do Jardim Peró, ambas ações realizadas pelo tráfico.

No final desta segunda-feira, 18, uma reunião do pré-candidato à prefeitura de Cabo Frio, Marquinho Mendes (PMDB) e do vereador Ricardo Martins (Solidariedade) terminou em tiroteio na comunidade do Valão, no Jardim Esperança.

De acordo com moradores, o chefe da facção que comanda a comunidade afirmou que não quer campanhas de Marquinhos, tão pouco Alair Corrêa (PP), naquela área, já que ambos já estiveram no cargo de prefeito e nada fizeram pelo bairro. Já de acordo com a assessoria do Marquinho Mendes, outras reuniões já teriam ocorrido na comunidade e nada aconteceu, e que o tiroteio não teria ligação com a reunião.

Tendo ligação ou não, o fato é, que muitos moradores daquela comunidade concordam com esse pensamento, que chegou a hora de mudar.

Já no último fim de semana, após um protesto realizado por moradores do Jardim Peró, por conta das falhas no serviço de limpeza, os responsáveis pelo tráfico de drogas da comunidade teriam enviado uma máquina para fazer a limpeza do local. Segundo os moradores, eles também definiram que o descarte de lixo no bairro deverá ser feito na rua principal, para que possa ser controlado o problema do acumulo de lixo no bairro.

 

 

Só a Prefeitura não enxerga o problema do lixo - A ação do tráfico em limpar a comunidade mostra claramente, que todos compreendem a importância de uma administração eficaz quando se trata da coleta de lixo, menos quem mais deveria: A administração municipal. Afinal, o problema com a coleta de lixo não é exclusividade do Jardim Peró. Moradores de Tamoios, Cajueiro, Peró, Tangará dentre outras localidades também estão sofrendo com o acumulo de lixo na portas de suas residências e comércios.

A limpeza urbana é responsabilidade da COMSERCAF que, assim como a Prefeitura de Cabo Frio, passa por problemas financeiros em decorrência da crise. O governo já anunciou a extinção da autarquia, o que não aconteceu ainda por conta do fim do processo licitatório que vai colocar uma empreiteira terceirizada no lugar. Enquanto isso não acontece, os problemas se acumulam e a Prefeitura continua com o discurso pronto que não tem dinheiro para pagar as empreiteiras que prestam serviço para a COMSERCAF. Além da crise, o prefeito agora ainda encontrou mais uma desculpa: Os bloqueios judiciais conseguidos pelos sindicatos dos servidores municipais, para o pagamento de salários.

O fato também mostra nitidamente, a falta de interesse em administrar de forma consciente. No ano passado, o prefeito Alair Corrêa teria enviado para a Câmara uma alteração no cálculo de cobrança da taxa do lixo. Na época, o vereador Dr. Adriano aproveitou para encontrar uma solução para o caso, através de uma política sustentável para o lixo produzido na cidade.

“Vivemos em um período onde que a conscientização ambiental está  em alta, e isso, inclui políticas de sustentabilidade ligadas ao lixo. Ao invés de criamos lixões ou deixar que os resíduos acumulem pela cidade, podemos fazer com que ele gere lucro e custeie sua própria coleta, por exemplo”, propôs o vereador e pré-candidato a prefeito, Dr. Adriano.

 

 

 

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