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Imóveis são interditados pela Defesa Civil após muro desabar em Cabo Frio

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A Defesa Civil Municipal de Cabo Frio interditou uma casa, localizada no bairro Vila Nova, após parte de um muro, em construção no quarto andar, desabar sobre o telhado de uma residência vizinha, que também precisou ser interditada por questões de segurança. A residência era utilizada para aluguel para temporada.

A estrutura, segundo o proprietário, Fábio Lemos Abrantes, seria para abrigar três caixas d’água. Porém, a obra não estava legalizada.

“A equipe foi acionada com a informação de que a parede de um imóvel havia cedido. Ao verificar a ocorrência, constatamos que se tratava de uma obra irregular. O acesso ao quarto andar era feito por um pequeno buraco no teto de um dos quartos. Todas as paredes do muro estavam comprometidas e corriam o risco de desabar, por isso foram demolidas, inclusive as vigas”, explicou o superintendente da Defesa Civil, Josué Velloso. O proprietário acompanhou todo o trabalho.

O  imóvel atingido, e que também foi interditado, pertence à artesã Neusa Maria Cardoso. A casa, que fica no segundo andar e conta com cinco cômodos, teve os telhados da sala e do quarto atingidos. Ela explicou que o irmão dela, que mora na residência, estava em casa na hora do ocorrido, mas que por ter problemas mentais, não avisou a ninguém. “Um vizinho do prédio ao lado que viu o telhado quebrado e informou do perigo que meu irmão estava correndo. Foi então que eu acionei a Prefeitura”, explicou.

Além da Defesa Civil, também participaram da ação de vistoria e demolição da estrutura, fiscais da Coordenadoria de Assuntos Fundiários, da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade; agentes da Divisão de Fiscalização de Obras Particulares (DIFOP), da Secretaria de Obras; e homens da Polícia Militar.

Casas de aluguel na mira do MP  - Vale lembrar que o caso aconteceu poucas horas depois de uma ação realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) com o intuito de apurar a informação de que diversas casas utilizadas para o aluguel de veraneio não seguiam as regras de segurança exigidas para esse tipo de serviço. Com a confirmação das irregularidades, o MP proibiu que cerca de 50 casas realizem esse tipo de atividade durante o Carnaval.

A Prefeitura de Cabo Frio foi intimada a participar da operação, e agentes da Coordenadoria Geral de Planejamento do município acompanharam os agentes do GAP. De acordo com o MP, os problemas identificados iam desde irregularidades na estrutura até na documentação do imóvel.

 

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