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Fazenda Campos Novos, em Tamoios, Distrito de Cabo Frio, recebe abraço simbólico da população

Thaiany Pieroni

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Nesta quarta-feira, 31 de julho, dia de Santo Inácio, integrantes da sociedade civil organizada e representantes do governo municipal realizaram um abraço simbólico na Fazenda Campos Novos, no Distrito de Tamoios, em Cabo Frio.

O objetivo da ação foi chamar atenção para essa importante construção histórica, que inclui o "casarão", a Igreja de Santo Inácio e o cemitério, tudo nos moldes da arquitetura jesuítica do Brasil colônia. Porém, infelizmente, devido a falta de manutenção, hoje o local encontra-se com as portas fechadas e impossibilitado de visitação. Apenas a parte do Canil Municipal está em condições adequadas.

Antes do abraço, integrantes da secretaria de Turismo fizeram uma apresentação sobre a história da Fazenda Campos Novos e homenagearam o espaço com poesias e músicas. Segundo o secretário de Cultura, Milton Alencar Junior, a ação organizada pela sociedade civil é de extrema importância para manter viva a memória da Fazenda Campos Novos, construída no século XVII. “A Fazenda Campos Novos faz parte da história de Cabo Frio e toda região. Sempre apoiaremos iniciativas positivas como essa e outras causas”, comentou o secretário.

 

Sobre a Fazenda - O conjunto rural, remanescente de uma antiga fazenda fundada em 1648 e construída sobre um sambaqui, conta com uma casa, senzala, oficinas, capela e cemitério anexo. Estes, construídos por volta de 1690, constituem importantes e raros exemplares de arquitetura rural jesuítica, caracterizando a sociedade da época. Uma característica importante do projeto é a edificação da igreja integrada com a casa-grande, o que permitia acesso exclusivo às missas através de uma espécie de púlpito lateral, com ligação direta aos aposentos internos da casa.

Em 1623, após a fundação das cidades de Cabo Frio em 1615 e da Aldeia de Índios de São Pedro em 1617, os jesuítas receberam duas grandes doações de terras na região, as sesmarias do Rio Una e de Búzios. Com a expulsão dos jesuítas do Brasil em 1759, a fazenda passou às mãos de diversos proprietários e sofreu várias intervenções mas que não comprometem a preservação de seus traços. Em 1993, foi desapropriado pela Prefeitura de Cabo Frio e passou a ser a sede lá instalou a Secretaria Municipal de Agricultura.

Em 2003, o local foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).

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