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Diagnosticado com doença grave, professor de judô de Búzios precisa de ajuda

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Uma vida guiada pelo esporte. Assim é o dia a dia do judoca Ranniery Moreira. Há oito anos professor da modalidade em Búzios, o esportista inspira novos talentos e admiração de alunos e pais.

E que sorte a do professor. Foi graças a admiração e observação de uma mãe que uma doença não se tornou uma tragédia maior. “Estava sentindo uma fraqueza e um cansaço que  não eram normais. Então a mãe de um aluno me perguntou se eu queria fazer um exame de sangue e ela me levou em Cabo Frio para fazer um hemograma completo. Essa mãe me perguntou isso por me achar muito abatido, o que não era normal em mim, que sempre levei uma vida saudável e sou muito ativo”, explicou o judoca.

E o resultado do exame? Leucemia Mielóide Aguda, um câncer que se caracteriza pela rápida proliferação de células anormais e malignas, que não amadurecem, não desempenham sua função e ainda se acumulam na medula óssea, interferindo na produção normal de outras células sanguíneas. Ranniery foi internado no mesmo dia da entrega do resultado, dia 20 de abril, e segue sob tratamento no HemoRio, na capital.

Agora a rotina de esporte deu lugar aos procedimentos de quimioterapia e transfusões, quase diárias, de sangue e plaquetas.

Mesmo diante da situação turbulenta, o judoca segue otimista. “Estou reagindo muito bem ao tratamento. Analisaram a lâmina e não encontraram células da doença, isso é ótimo. Mas eu farei um novo exame na segunda-feira (dia 16) para saber se realmente essas células foram combatidas. Até agora está sendo tudo como deve ser. As pessoas na minha cidade estão se mobilizando para me ajudar, os pais dos meus alunos principalmente. Essa galera mobilizada me da mais força pra vencer essa luta. É maravilhoso ver esse apoio de todos”, disse.

A luta agora é pela arrecadação de bolsas de sangue e também doadores da medula óssea. Apesar de não ser tão frequente, a procura pela doação de sangue é maior do que a de doação da medula. Um pouco diferente da doação de sangue, para doação da medula óssea é necessário  ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

Ranniery ressalta a importância da doação. “O mais importante é conscientizar as pessoas a doarem sangue e se cadastrarem no banco de doação de medula. Pois nós não temos esse hábito e agora estou vendo o quanto é importante. Uma bolsa de sangue pode salvar até 4 vidas”. As doações podem ser feitas no HemoRio, que fica localizado na Rua Frei Caneca, no Centro do Rio de Janeiro. Qualquer tipo sanguíneo é bem-vindo.

E para quem acompanha o caso do professor desde o início, as primeiras boas noticias já começam a aparecer. O atleta deve receber alta no próximo dia 23. Mas a luta não acaba por ai. “Precisarei fazer mais 2 blocos de quimioterapia para acabar de vez com essa doença. Eu venho (para o Rio), fico 5 dias internado só pra fazer a quimioterapia e volto pra casa”, explica.

No entanto, apesar de receber o tratamento gratuito, outras despesas se fazem recorrente. Já que está impossibilitado de trabalhar, agora ele precisa de ajuda com o transporte e também com os medicamentos que vai precisar quando receber alta e continuar se tratando em casa.  Quem deseja ajudar e fazer parte desta corrente do bem pode entrar em contato com a sua mãe, Marcya Pires, através do telefone (22) 9 9267 9492 ou também fazer depósitos bancários. O banco é o Bradesco, agência 1057-0, conta poupança 0019088-8.

 

Flávia Martins

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