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Depois de sofrer uma lesão na coluna, que a impede de andar, moradora de Rio das Ostras precisa de doações para mantimentos e medicamentos

Daniela Bairros

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Luciana de Assis Ângelo, de 37 anos, há um ano não anda, além das doações, moradora do bairro Mar do Norte, precisa ser submetida a sessões de fisioterapias.

Daniela Bairros

Tudo começou com uma dor nas costas. Aquela que muitas vezes não damos importância, achamos que não é nada. Há exatamente um ano, Luciana de Assis Ângelo sentiu uma ‘fisgada’, na região da costela. Não deu importância, pois tomou um remédio para dor, que por um momento passou. Com o passar dos dias, segundo ela, as dores foram piorando. Foi ai então que pediu ajuda. A garçonete, função em que Luciana exerceu durante anos, foi para o Pronto Socorro de Rio das Ostras, onde ficou internada durante cinco dias. Reclamando do atendimento da unidade, ela contou que ficou em uma cadeira de hemodiálise, tomando soro e dieta zero e que não foi submetida a nenhum exame específico que pudesse diagnosticar as causas das dores. “Cheguei ao hospital andando e sai de lá carregada. Sai muito mal do hospital. Minha mãe me tirou do hospital, porque ela viu que eu piorei, ao invés de melhorar. Me levou para casa, me alimentou, me deu banho. Descansei um pouco e depois começamos a procurar um acupunturista, que fez umas sessões comigo. Voltei a andar, a sentir a perna, mesmo mancando um pouco, mas o problema continuou”.

Luciana se restabeleceu, mas dias depois, piorou, as dores voltaram. Em abril do ano passado, Luciana caiu, depois de sofrer fortes dores. Foi piorando cada vez mais, até o dia que não conseguiu se levantar nem para ir ao banheiro. Depois de se arrastar e com a ajuda da mãe para se sentar, a jovem notou que não estava sentindo as pernas. “Fui para o HPM, em Macaé, no dia 03 de junho e fiquei internada até outubro. No hospital, os médicos encontraram uma infecção na coluna (espondilolistese)  e uma vértebra fora do lugar. Dias depois, fiz uma ressonância na coluna, constataram o problema, fui submetida a uma cirurgia, mas antes do procedimento cirúrgico, eu não sentia o corpo, da cintura para baixo, sentia muita dor. Fiz a cirurgia e tudo ficou bem novamente. As dores passaram, não sentia mais nada, mas não andava. Parei de andar e, segundo os médicos, por conta desta infecção. Deu uma compressão no nervo, segundo os médicos. A cirurgia descomprimiu a medula. Fiquei internada, mas não fiz fisioterapia”, explicou. É o que Luciana precisa, sessões de fisioterapia, para não atrofiar a musculatura. Segundo Luciana, que obteve informações dos médicos, a infecção da coluna foi causada por uma tuberculose óssea. “Isso foi o que me disseram, mas não vi nenhuma assinatura de médico atestando esta causa. Até agosto deste ano, preciso tomar medicamento. Duas médicas daqui de Rio das Ostras pediram ressonância da coluna em cima e uma tomografia da lombar e do abdômen, que está distendido, devido ao mau funcionamento do intestino e na lombar, descobrimos que tenho artrose e esclerose óssea”.

Luciana, que é mãe de dois filhos, aguarda na fila de espera, vaga para iniciar as sessões de fisioterapia. A jovem precisa também ser avaliada por médicos do INTO (Instituto Nacional de Traumologia e Ortopedia) do Rio de Janeiro e possui encaminhamento para a unidade.

Por ter ficado muito tempo internada, deitada, de barriga para cima, Luciana adquiriu um problema na lombar.

Reabilitação

Como todo paciente impedido de andar, Luciana mantém viva a esperança de voltar a ter uma vida ativa: trabalhar, passear com os filhos e executar tarefas rotineiras. Para isso, ela encontrou em dois profissionais, Fábio Ernesto Nobre, professor de educação física e o  atleta Francisco Xavier Santagata, lutador de MMA, ajuda para começar a reabilitação, ou seja, as sessões de fisioterapia.  Segundo Fábio, que também é personal trainer, é preciso um transporte para que Luciana seja deslocada a Macaé para iniciar as sessões de fisioterapia.  Fábio explicou que já atende uma menina que era tetraplégica e que aos poucos conseguiu se recuperar. “Assim como esta menina, faria um trabalho de fortalecimento com a Luciana, na Academia Saúde Express, na Imbetiba.  Precisamos deste transporte para justamente buscar e levar a Luciana”.  Otimista, o professor de Educação Física acredita que Luciana possa voltar a andar com a reabilitação. ‘Eu tenho muita fé e pelo quadro clínico da Luciana, acredito sim que ela volte a andar”.

Doações

Luciana mora com a mãe e os dois filhos, numa casa no bairro Mar do Norte, em Rio das Ostras. Paga aluguel no valor de R$ 600. Recentemente, deu entrada no INSS (agência de Macaé) para ter direito ao LOAS, um benefício que garante à pessoa com deficiência, pagamento de um salário mínimo, mas ainda não obteve nenhum retorno. Contando com a solidariedade de amigos e conhecidos, para conseguir comer e cuidar dos filhos e adquirir os medicamentos necessários, incluindo fraldas, material para curativos, as doações são de extrema necessidade à jovem. “Todos os dias, preciso fazer curativos. Minha mãe quem faz, quem cuida. Já cheguei a fazer exames particulares, mas o dinheiro acaba e não consegui mais.

Atualmente, Luciana precisa de doações de mantimentos, medicamentos, fraldas e material para curativos, além de uma cadeira de banho nova, já que a atual está em condições precárias.

Qualquer doação é muito bem vinda para ajudar na recuperação da Luciana. O endereço para entrega é Rua A, Condomínio Praia Bela, Mar do Norte, Rio das Ostras. Informações podem ser obtidas pelo telefone: (22) 99258-8503.  Doações bancárias podem ser feitas, por meio de depósito: Caixa Econômica Federal

Conta Poupança: 00000797-5 Agência 2738 (Conta Fácil)

Luciana de Assis Ângelo

 Crédito: Daniela Bairros

 

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