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Defesa Civil de Carapebus resgata dezenas de animais silvestres

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Ao todo, Defesa Civil da cidade atendeu a 28 chamados para retirada de animais nestes quatro meses.

Da redação

Um trabalho silencioso mais de grande importância para o meio ambiente. Diariamente a Defesa Civil de Carapebus vem resgatando e devolvendo à natureza  animais silvestres encontrados na região central da cidade. Entre as espécies salvas,  estão tamanduás- bandeira.  Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), essa espécie se encontra quase ameaçada de extinção. – Estão sendo resgatados também, cobras e, nesses últimos meses,  colmeias de abelhas produtoras de mel, além de marimbondos. Os animais capturados estão sendo soltos na restinga de Jurubatiba. Já as abelhas são realocadas para uma área de floresta nas regiões,   do Fundão e Rodagem, distante de áreas habitadas por seres humanos.

Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Gláucia Corrêa Barbosa, o órgão que faz parte da Secretaria de Segurança e Trânsito de Carapebus,  atendeu 28 chamados para retirada de animais nestes quatro meses. O maior volume de atendimento é a retirada de abelhas (17 remoções). Elas se alojam em beirais de telhados residenciais e de escolas. Com o néctar e o pólen coletados nas flores, as abelhas operárias produzem o mel, cera, própolis e a geleia real.

O mel é um tipo de açúcar com alto valor energético que serve de alimento para as abelhas. Dependendo da espécie de néctar coletado nas flores, o mel apresentará uma constituição diferente, assim, temos mel de flor de laranjeira, silvestre, etc. Algumas abelhas têm capacidade de produzir grande quantidade de mel como a abelha Apis melífera, conhecida como abelha- africana. Outras produzem pequenas quantidades, como a abelha jataí (Tetragonista angustula), porém seu mel é muito valorizado pelo sabor.

Outra espécie de animal em risco de extinção que vem sendo capturado é o Tamanduá Bandeira. Com pelagem cinza acastanhada, com tons brancos e pretos, apresenta focinho alongado e fino, e os dentes são ausentes. A cauda é bem característica e, por se assemelhar a uma bandeira, permitiu que esse animal fosse chamado, popularmente, de tamanduá-bandeira.

Suas grandes garras dianteiras auxiliam na defesa contra predadores e na destruição de cupinzeiros e formigueiros, a fim de se alimentar dos indivíduos que ali habitam. Para tal, utiliza sua língua longa e também pegajosa, graças à presença de glândulas salivares bem desenvolvidas. Esta é capaz de projetar-se 60 centímetros fora da boca e recolher esses pequenos invertebrados. Graças ao olfato apurado, essa missão não se torna tão complicada.

Quem encontrar ou vir um animal silvestre na área urbana ou periférica, de Carapebus,  deve telefonar para a Defesa Civil pelo telefone 199.

 

Crédito: Divulgação

 

 


 

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