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Defesa Civil de Cabo Frio mantém pontos interditados na Praia do Forte devido a ressaca marítima

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A Defesa Civil de Cabo Frio manteve a interdição de alguns pontos da Praia do Forte nesta terça-feira, 23, devido à ressaca marítima, que atinge o local, desde o fim de semana.

De acordo com a Prefeitura, o trecho na altura da Avenida Nilo Peçanha e os acessos ao Forte São Mateus e Morro do Arpoador continuam interditados. Além disso, a Defesa Civil continua em estágio de alerta e pede que moradores e turistas evitem tomar banho de mar na Praia do Forte e que não retirem a fita de isolamento dos trechos interditados.

O mar chegou a registrar onde de quatro metros de altura, já a velocidade do vento ficou entre 50 e 61 km/h. A expectativa é que nesta quarta-feira, 24, as ondas comecem a reduzir gradualmente até o fim da semana.

 

 

Atenção total ao meio ambiente - Diante da ressaca, não é só a Defesa Civil, que intensificou o trabalho. Biólogos da Secretaria de Meio Ambiente vêm acompanhando a situação da fauna costeira do município desde o início da ressaca que atinge nosso litoral. A preocupação vai desde as praias do primeiro e segundo distritos até a Boca da Barra, entrada de mar natural que alimenta o Canal do Itajuru, onde as ondulações também aumentaram.
A maior preocupação é com os ninhos de corujas-buraqueiras nas Praias das Dunas, do Forte e de Tamoios, mas os biólogos detectaram que, até o momento, não houve nenhum incidente. As aves agiram de forma natural, sem intervenção humana, deixando os ninhos assim que sentiram a aproximação da água.

De acordo com seu comportamento natural, as Corujas-Buraqueiras da espécie Athene cunicularia ou Speotyto cunicularia, estão nas proximidades do ninho atingido, aguardando o recuo do mar e devem construir um novo abrigo bem próximo ao local do original.
O nome científico da espécie significa “pequeno mineiro”, e recebe esse nome porque vive em buracos cavados no solo. O maior inimigo da coruja-buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina, quase não tem predadores naturais. A presença humana próxima aos ninhos causa pressões e vibrações no solo, que soterram o túnel, matando as aves.
“Assim que a ressaca terminar, vamos providenciar um levantamento da situação dos ninhos.  Sabemos que as corujas têm capacidade de reagir às ameaças, naturais ou não, de uma forma bem imediata, por isso, acreditamos que não haja problemas. Mas, após a ressaca vamos avaliar a situação das proteções dos ninhos identificados e reparar os danos nessas estruturas”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Mario Flavio.

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