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Cabo Frio realiza primeira reunião para discutir verão 2018/2019

Thaiany Pieroni

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Com a alta temporada se aproximando, o município de Cabo Frio já começa a se preocupar com as demandas da cidade, neste período. A partir de dezembro, o número de habitantes aumenta consideravelmente, exigindo uma atenção a mais de vários setores do poder público. Para iniciar o planejamento e conseguir atender essa demanda, um primeiro encontro foi realizada com a presença do secretário de turismo, Radamés Muniz, do secretário de Governo, Luiz Eduardo Tavares Monteiro, do secretário de Desenvolvimento Urbano, Felipe de Oliveira Araújo, do secretário de Saúde, Márcio Mureb, do secretário de Mobilidade Urbana, Marcelo Cardoso, do Coordenador Geral de Comunicação, Jorge Queiroz, do Coordenador de Meio Ambiente, Mário Flávio Moreira, do Coordenador Geral da Ordem Pública, Fábio Carvalho, e de representantes da Coordenadoria de Posturas, e das Superintendências de Eventos e Turismo Histórico.

“Assumimos o governo há cerca de três meses, e esta será nossa primeira temporada. E queremos que tudo aconteça da melhor forma possível, dentro das nossas possibilidades, tanto do ponto de vista de ordenamento da cidade, quanto de eventos, saúde e segurança, entre outras coisas”, comentou o secretário de Governo, Luiz Eduardo.

Na ocasião, foi informado que o município está buscando ajuda para realizar a tradicional queima de fogos nas praias da cidade. “Este ano temos um problema porque não pode mais haver queima de fogos na areia da praia, somente em balsas, e como além da Praia do Forte ainda temos Peró e Tamoios, estamos verificando todos os custos com balsas e correndo atrás de patrocínio. Já temos, inclusive, grandes empresas interessadas em investir em Cabo Frio no verão, mas precisamos verificar todas as questões legais antes de qualquer coisa”, explicou Radamés Muniz.

A necessidade de placas informativas em pontos estratégicos também foi abordada durante o encontro. O secretário de Desenvolvimento Urbano pontuou a necessidade de implantação de placas nas praias informando o que pode e o que não pode ser feito, e de placas de sinalização em outros pontos da cidade.  Já o coordenador de Meio Ambiente também reforçou a necessidade de placas, mas como foco ambiental.

“Precisamos criar campanhas de conscientização tanto para moradores quanto para turistas. Além disso, precisamos discutir a questão de estacionamento, acessibilidade e estudo de capacidade tanto na Ilha do Japonês como na Praia das Conchas”, alertou Mario Flavio.

Do ponto de vista da Mobilidade Urbana, a questão do trânsito foi o alvo principal da reunião, principalmente durante o pico compreendido entre os dias 26 de dezembro (pós Natal) e 3 de janeiro (pós reveillón), além do carnaval, e em pontos estratégicos como Gamboa, Praia das Conchas e acesso ao Peró. E a demanda pode ser ainda maior caso se confirme a chegada de dois transatlânticos na cidade, um no dia 31 de dezembro e outro no dia 1 de janeiro, com um número ainda superior de turistas circulando pelas ruas de Cabo Frio. “Para resolver algumas dessas demandas seria preciso aumentar nosso efetivo da Guarda Municipal. Hoje temos apenas 263 guardas, mas no verão nossa necessidade pontual é cinco vezes maior. No entanto, por causa de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) estamos impedidos de contratar e de pagar hora extra. É algo que precisaremos sentar com o Ministério Público para conversar”, alertou o Coordenador Geral da Ordem Pública, Fábio Carvalho.

Com relação à Coordenadoria de Posturas, o secretário de Governo informou que o recadastramento dos ambulantes já está em andamento, e levantou a necessidade de haver treinamento para todos. “É algo que nunca houve antes, e que precisa ser feito com urgência, porque precisamos que moradores e turistas sejam bem tratados, e que os ambulantes tenham certos cuidados, principalmente na questão dos alimentos”, pontuou Luiz Eduardo Monteiro.

A saúde também foi pauta da reunião. “No verão nossa população aumenta de maneira extrema, mas nosso número de servidores permanece o mesmo da baixa estação. Então, estamos na mesma situação da guarda municipal. No entanto, temos boas notícias: o governo anterior contratou uma empresa que tinha que fornecer 10 ambulâncias novas, mas só sete estavam disponíveis, e três nunca chegaram. Dessas sete, a mais nova tinha mais de 10 anos de uso, e todas estavam em péssima situação. Conseguimos, de forma legal, anular esse contrato, chamamos a empresa que ficou em segundo lugar na tomada de preços, e pelo mesmo valor ela vai entrar com as 10 ambulâncias novas, e ainda vai nos ceder duas UTIs. Então, para o verão, estaremos bem assistidos nesse ponto”, anunciou o secretário Márcio Mureb.


 

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