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Cabo Frio e Arraial do Cabo vão à Justiça cobrar providências sobre vegetação oriunda de Carapebus

Thaiany Pieroni

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As Prefeituras de Cabo Frio e Arraial do Cabo estão recorrendo à Justiça para cobrar providências do município de Carapebus, local de origem da vegetação identificada como gigoga, que tomou as praias da Região dos Lagos, causando diversos transtornos e prejuízos para as cidades, principalmente, devido ao início oficial da alta temporada.

A Prefeitura de Arraial do Cabo entrou com uma ação civil pública contra o município de Carapebus e o ICMBIO. O documento trata de uma ação cautelar que determina o fechamento imediato do Canal do Paulista, de onde essas plantas estão saindo, a abstenção de nova abertura por parte do município de Carapebus e o pedido de não liberação da ação por parte do ICMBIO. Além disso, também solicita a instalação de barreiras de contenção capazes de reter a chegada dos resíduos à Arraial do Cabo e a retirada da vegetação que já está nas praias cabistas, sob pena de multa diária de R$200 mil.

O município destaca que somente nesta quinta-feira, 26, mais de 140 toneladas da vegetação foram retiradas da Praia dos Anjos. A limpeza segue sendo realizada diariamente, tendo em vista que a chegada dessas plantas ainda não cessou. A Secretaria Serviços Públicos, o IDAC e a Secretaria do Ambiente realizam a limpeza e o operacional com auxílio de voluntários.

O município de Cabo Frio também se mobilizou juridicamente. A Procuradoria de Cabo Frio apresentou ao Ministério Público Estadual e Federal uma representação contra o município de Carapebus, para que se apure a responsabilidade sobre a abertura da barragem local e os possíveis danos ambientais causados.

Segundo Aragutti, a Procuradoria também irá consultar todos os órgãos ambientais para saber se algum deles teria autorizado a abertura da barragem. Além disso, o município pretende propor uma ação de reparação ao município de Cabo Frio pelo impacto na atividade turística e gastos provocados pela limpeza e contenção da vegetação.

O prefeito Dr. Adriano Moreno ressalta o trabalho incansável das equipes da Comsercaf e das demais pastas, que já resultou na retirada de 500 toneladas de vegetação da praias do município. “Estamos fazendo o possível para manter nossas praias limpas. Estou em contato direto com a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, que prometeu nos ajudar nessa força-tarefa. Vale lembrar que não se trata de poluição, mas sim de plantas de água doce. A população pode ficar tranquila”, declarou o prefeito.

 

 

Previsão é para que barragem sejam totalmente fechadas até sábado, 28

 

O Instituto Estadual do Ambiente - Inea iniciou uma grande operação nesta sexta-feira, 27, com o intuito de fechar definitivamente  a  barra da Lagoa do Paulista, que abriu naturalmente no início da semana. Serão usados 100 ecobags (sacolas ecológicas) com areia para fechar a barra, que foram doados pela Petrobras, as prefeituras cederam máquinas para a operação. A previsão é que a até sábado, 28, seja garantido o fechamento da barragem na  Lagoa do Paulista.

Após esse procedimento, os guarda-parques, inclusive de unidades de conservação distantes da Região dos Lagos, serão mobilizados para ajudar na limpeza das praias que estão no Parque da Costa do Sol e na APA do Pau Brasil.

 

 Sobre o caso

 

O problema teria iniciado no dia 13 de dezembro, quando populares teriam tentado, de forma irregular, abrir a barra da Lagoa de Carapebus, devido a inundação ocasionada pelas fortes chuvas.Além disso, logo a seguir as duas barras foram fechadas. Contudo, com a mudança na dinâmica costeira às vésperas do Natal houve nova abertura da barra da Lagoa do Paulista.

O caso será investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), que está em recesso até o dia 6 de janeiro. Ambientalistas da Região dos Lagos defendem que apuração também se estenda ao processo de abertura da Lagoa de Carapebus, que contou com a participação de moradores, da prefeitura local e do ICMBio. Agentes do INEA identificaram o vereador que estimulou os moradores a abrir as lagoas de forma clandestina.

 

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