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Cabo Frio cria campanha contra o trabalho infantil

Thaiany Pieroni

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A Prefeitura de Cabo Frio através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e da Mulher (Sedesdim) lançou nesta segunda-feira, 08, a Campanha “Cabo Frio Contra o Trabalho Infantil”. A ação ocorre em conjunto com o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), vinculado à Superintendência de Proteção Social Especial (SPSE) do município.

A Prefeitura explica que este ano o slogan será “Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”. O objetivo é alertar à população para o risco de crescimento da exploração do trabalho infantil neste momento de vulnerabilidade socioeconômica resultante da crise provocada pelo novo coronavírus, o problema da exploração infantil fica ainda mais em evidência.

As ações da Sedesdim convocam as pessoas para que colaborem no enfrentamento ao trabalho infantil ao não se beneficiarem com a compra e venda de produtos e ou serviços realizados por crianças e adolescentes.

A ideia é também incentivar as denúncias. Caso alguém identifique a violação de direitos, o Conselho Tutelar deve ser acionado imediatamente ou a denúncia deve ser feita nos diversos canais de atendimento do órgão. Lembrando que o contato do Conselho Tutelar Cabo Frio é (22) 99213.5625; do Conselho Tutelar Tamoios: (22) 99242.6074 ou Disque 100 ou 127. Também é possível denunciar através do E-mail: peticabofrio@gmail.com e Facebook: Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI Cabo Frio.

“A luta contra o trabalho infantil apresenta desafios ainda maiores no contexto da pandemia. Crianças e adolescentes estão mais vulneráveis, o que exige do Estado brasileiro medidas imediatas e eficazes para protegê-las e às suas famílias”, ressalta Isa Oliveira, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

Em Cabo Frio, entre os anos de 2018 e de 2019 foram identificados 63 casos de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Destes, 11 foram desligados da rede municipal de proteção e os 52 casos ainda existentes estão em acompanhamento com possibilidades de desligamentos de alguns deles.

 

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