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Cabo-frienses não tem motivos para se preocuparem com Febre Amarela

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Apesar da cidade não ter nenhum registro da doença, postos de saúde oferecem vacina preventiva. 

Até o momento, Cabo-frienses não possuem motivo para se preocuparem com relação a Febre Amarela. O município emitiu uma nota nesta semana tranquilizando a população, já que cidade não tem nenhum registro da doença e nem faz parte da área de risco.

Apesar do risco mínimo, os postos de saúde continuam oferecendo a vacina preventiva. A superintendente municipal de Vigilância em Saúde de Cabo Frio, Lucy Pires, ressalta que não é necessário dormir na fila.

“Cabo Frio não é região de mata fechada, nem está próximo de nenhuma das cidades consideradas áreas de risco, por isso, não tem motivo para a população se alarmar, nem correr para os postos de saúde de forma desesperada, nem passar a noite na fila para tomar vacina", destacou.

Segundo Lucy, apenas quem precisa viajar para cidades da área de risco deve se antecipar para tomar a vacina. Neste caso, o ideal é solicitar o agendamento nos postos de saúde, com algum documento que comprove a viagem. A vacinação é gratuita, segundo a Organização Mundial de Saúde tem validade pra vida toda, e deve ser realizada até 10 dias antes da viagem.

A superintendente ressalta ainda que a Secretaria Estadual de Saúde definiu como meta, para Cabo Frio, a imunização de 172 mil pessoas e a previsão é que o município ultrapasse essa expectativa.

“Em 2017 recebemos 123 mil doses do Estado, dessas 112 mil foram aplicadas. Para este ano já recebemos 20 mil doses do total de 60 mil previstas, ou seja, devemos imunizar cerca de 183 mil pessoas, mais do que a meta estipulada”, finaliza.

Outra preocupação dos moradores de Cabo Frio está relacionada à chegada de turistas provenientes de Minas Gerais, um dos estados que vem registrando aumento de casos de febre amarela no país. Porém, o município destaca que não há motivo para preocupação.

A Secretaria de Saúde reestruturou as Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e Ambiental para otimizar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e detecção de possíveis casos suspeitos de febre amarela e demais arboviroses como dengue, chikungunya e zika.

 

Sobre os casos - Até agora, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 15 casos de febre amarela silvestre em humanos foram registrados no Estado: três em Teresópolis (com dois óbitos), um em Nova Friburgo (óbito), nove em Valença (três óbitos), um em Miguel Pereira (óbito) e um em Petrópolis (sem óbito).

O município de Cabo Frio chegou a ter suspeita de alguns casos no ano passado, porém todos foram descartados após exames laboratoriais.

A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, insetos de hábitos estritamente silvestres. É uma doença endêmica em algumas áreas do país, principalmente na região amazônica e áreas de mata fechada, como nas cidades do Estado do Rio aonde os últimos casos foram registrados. Não é transmitida pelo macaco nem de pessoa para pessoa. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo Aedes aegypti (o mesmo da dengue, zika e chicungunya).

Sobre a vacina – A vacina continua sendo aplicada no município como rotina. Às segundas-feiras nos postos de saúde do Cajueiro, Gamboa, Vila Nova e Monte Alegre no período da manhã e em Botafogo na parte da tarde.

Às terças a vacina é oferecida no posto de Unamar das 7h30 às 12h e de 13h às 16h; Na quarta-feira no Florestinha, Jardim Nautilus; Santo Antônio; Manoel Corrêa; Angelim; Nova Califórnia; Samburá e Jacaré.

Na quinta, a vacinação acontece em Jardim Caiçara; Boca do Mato; Maria Joaquina e Florestinha. E às sextas no Centro de Saúde Oswaldo Cruz; São Jacinto; Peró; Praia do Siqueira; E Tangará.

Vale destacar que geralmente a vacina produz alguns efeitos colaterais como febre, dor de cabeça e dor muscular. Mas, como é feita a partir do vírus vivo, em pessoas com baixa imunidade ela pode vir a causar febre amarela, cujos sintomas são calafrios, dor de cabeça, febre alta, cansaço, dor muscular, náuseas e vômitos.

Por isso, segundo o Ministério da Saúde, a vacina não é indicada para os seguintes casos: Pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; Com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; Pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras – quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; Indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; Pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain-Barré, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; transplantados de medula óssea; Com histórico de doença do Timo; Crianças menores de nove meses de idade; Crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA (o intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias); Gestantes, mulheres que estejam amamentando, portadores do vírus HIV e idosos com mais de 60 anos que residam em área de circulação do vírus devem passar por um profissional de saúde para avaliar a possibilidade de vacinação.

 

 

 

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