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Arraial do Cabo terá audiência Pública convocada pela CPI da Prolagos

Thaiany Pieroni

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Nesta quinta-feira, 18, será realizada uma audiência pública em Arraial do Cabo com o intuito de discutir sobre os serviços prestados pela concessionária de água e esgoto do município, a PROLAGOS. O evento, que acontece na quadra do Colégio Municipal Francisco Porto de Aguiar, às 17h30, está sendo organizado pela Comissão Parlamentar de Investigação instaurada pela Câmara dos Vereadores.

De acordo com os vereadores, desde que a empresa passou a gerir o sistema de tratamento de esgoto, a população vem sofrendo com cobranças abusivas, estima-se um aumento de 83% nas tarifas e da falta de transparência do valor da taxa de esgoto que não é discriminada na conta final ao consumidor.

Outra questão que também motivou a abertura da CPI são os transtornos enfrentados pelos moradores no período de fortes chuvas na cidade. Diversas residências são invadidas pela força da água, em algumas casas, a água retorna pelo próprio ralo, por exemplo. Entre as reivindicações dos vereadores está uma rede separativa de esgoto.

“Nosso dever é fiscalizar e cobrar ações que façam valer os direitos dos cidadãos, por isso convocamos a população, para que juntos possamos dar continuidade a esta luta”. Afirmou, o vereador Willian Luz, membro da CPI

 

Vereadores estiveram na Prolagos e encontram irregularidades - Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), os vereadores Willian Luz (PT), Alexandre Barreto – Galego (PEN) e Ton Porto (PC do B) estiveram visitando as dependências da empresa com o intuito de apurar possíveis irregularidades.

Segundo os vereadores, ao inspecionar algumas áreas, como por exemplo, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) verificou-se que a análise dos sedimentos na etapa de coleta não é feita por um técnico especialista, e sim, por um funcionário do setor. Outro fato que chamou a atenção é que a ETE de Figueira, no distrito de Arraial do Cabo, fica fechada, apenas um operar é disponibilizado duas vezes ao dia para monitorar a ETE, ou, uma equipe é acionada em casos de emergência.

Além disso, o manual de operação e manutenção da ETE não estava disponível para consulta no momento da inspeção. Outra questão levantada durante a vistoria, também foi a falta de transparência sobre a realização de obras em alguns pontos da cidade, em nenhuma delas há placa informativa do teor da obra e o valor de investimento.

Esses problemas identificados, assim como outros serão incluídos ao processo da CPI.

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