Mídias Sociais

Cidades

Alta da carne já reflete em até 40% nos preços em supermercados e churrascarias de Macaé

Bertha Muniz

Publicado

em

 

A esperada alta no preço das carnes já começou a chegar ao consumidor macaense. Por causa da abertura da exportação da carne brasileira para a China, a arroba do boi subiu nas últimas semanas, e o repasse já começa a chegar nas gôndolas dos supermercados, nos açougues e nas churrascarias.

Nos supermercados de Macaé, o quilo da alcatra, que era R$ 24,90,  foi para R$ 32,90, uma alta de 25,09%. Já o conta-filé, uma as carnes mais vendidas, subiu 25,9%, indo de R$ 27,90 para R$ 34,90.

A alta mais expressiva foi a da carne de segunda. O quilo do chã, que custava R$ 17,90, foi para R$ 24,90, inflacionando em 39,1%.

Desde o fim de outubro, as carnes vieram, semana a semana, aumentando de preço. Açougueiro há 20 anos Wilton Viana, explica que a alta nos preços da carne bovina causou um impacto diferente em relação ao consumo.

"Antes, com o valor mais baixo, as pessoas compravam para estocar. Agora, levam apenas o que é para consumo diário. Isso gera uma queda nas vendas" , avalia.

Segundo a reportagem apurou, os supermercados já esperam repassar novas altas para os clientes nas próximas semanas.

Churrasco mais caro

O aumento da carne também causou um impacto no valor dos rodízios nas churrascarias de Macaé.  Em todas elas, houve um aumento de cerca de 40% nos preços praticados. Um restaurante localizado na Linha Azul, famoso por ter o preço baixo e qualidade na comida, aumentou o preço, que antes era de R$ 23,90, para R$ 32,90, e justificou a alta.

" Temos a ideologia de servir comida de qualidade e com preço justo. Mas devido aos últimos acontecimentos, como a disparada exorbitante do valor da carne bovina, somos obrigados a subir nossos preços para que consigamos manter o nosso estabelecimento em funcionamento", divulgou o restaurante em uma nota aos clientes.

Carne suína também teve aumento

Não é só o boi que fica mais caro. Além da pressão chinesa, no Brasil a carne suína também acompanha, em parte, as variações da carne bovina.

A carnes de porco tiveram aumento médio de 3,11%. O pernil com osso, por exemplo, subiu 4,75%.

Alternativas

Para quem quiser escapar da alta dos preços mas sem abrir mão do churrasco, o preço do frango recuou 0,94% no último período pesquisado.

Como a produção de aves é mais rápida e a maior parte da produção é para consumo interno, a carne de frango sofre menos com a pressão externa.

Já para os supersticiosos que evitam frango no réveillon porque a ave cisca para trás, os preços dos pescados estão estáveis.

Mais lidas da semana