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Caderno D

Na Semana do Meio Ambiente, fauna e flora de Cabo Frio encantam turistas pela diversidade

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Áreas de preservação ambiental exibem espécies raras e muitas belezas naturais

Daniela Bairros

Na última segunda-feira (5) foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e Cabo, na Região dos Lagos, é uma cidade rica em biodiversidade, o que torna o Meio Ambiente uma das prioridades mais importantes. Turistas, cada vez mais, se encantam pela fauna e flora da cidade.

Cabo Frio possui vegetação diferenciada em relação ao restante do Sudeste Brasileiro por conta do relevo quase plano e clima semiárido. Durante o desenvolvimento urbano da cidade predominava o pau-brasil, que ainda resiste e é encontrado nas  Áreas de Proteção Ambiental (APA) que leva o mesmo nome da árvore. Esta APA é a maior e mais importante reserva de pau-brasil em todo o estado do Rio.

A APA também apresenta o bioma Mata Atlântica, que possui espécies botânicas em extinção, tornando o local raro, além de possuir em seus limites as praias das Conchas e do Peró, onde predomina a vegetação de restinga numa faixa larga de terreno arenoso. As ilhas e a grande extensão marítima da cidade também pertencem a esta área de preservação.

Também faz parte do bioma cabo-friense a APA da Bacia do Rio São João, em Tamoios. Ela abrange ecossistemas da Mata Atlântica, como a "mata de baixada", mangues e a restinga.  A área tem como objetivo normatizar o uso da terra na área de ocorrência do mico-leão-dourado.

Em Tamoios, no 2° Distrito de Cabo Frio,  também está o Parque da Preguiça. O local preserva a área de Mata Atlântica. São mais de 200 espécies de animais e centenas de árvores diferentes.

Cabo Frio também é palco das palmeiras e dos coqueirais, mais comuns nos bairros do Portinho e Palmeiras. As frutas nativas do município e da região são a gabiroba, bajuru, caju, araçá, cambucá, cambuim, pitanga, coco do guriri e guapeba, entre outras.

Manguezais

Outro ecossistema encontrado em Cabo Frio é o mangue. É possível ter acesso ao manguezal na primeira unidade de conservação ambiental municipal de Cabo Frio, o Dormitório das Garças, e também em Tamoios.

O Dormitório é um mangue atípico, porque está em uma  zona de encontro da água salgada com a água salobra proveniente da Lagoa de Araruama. O Parque possui uma área de 215 mil metros quadrados  e abriga uma população de cerca de 1.400 garças brancas, colhereiros (visitantes sazonais), além de mais 39 espécies de aves.

Fazem parte da fauna do Dormitório das Garças e do mangue de Tamoios os carangueijos, Guiamun e Ubá, além de camarões e peixes que também são encontrados e utilizam o mangue como berçário.

Parque das Dunas

Criado em 1988, o Parque das Dunas é uma área de preservação ambiental de Cabo Frio e está localizada entre a Praia do Forte e a do Foguete. Os morros de areias brancas e finas têm o brilho revelado pelo sol e o formato moldado pelos ventos. São de origem marinha e algumas, próximas à Praia do Forte, são cobertas de restinga.

O parque tem característica de fauna e flora relevantes: engloba espécies frutíferas como pitanga, bajuru, araçá, guapeba e guaquica; medicinais como bajuru, aroeira e bromil; e ornamentais como orquídeas e bromélias.

Quanto à  fauna, existem as  espécies mais emblemáticas, como o caranguejo-fantasma, a cobra-coral, o calango-da-praia, a lagartixa-da-restinga, a coruja-buraqueira, o tiê-sangue, o sabiá-da-praia, o bacurau e o beija-flor de garganta verde, agente polinizador de bromélias e orquídeas.

Vida marinha

O mar de Cabo também é recheado de vida com variedades de espécies. Através de mergulho ou pesca sub, como é chamada popularmente, é possível observar uma variedade de peixes devido ao fenômeno da Ressurgência (afloramento de águas frias provenientes do extremo Sul do continente). As espécies mais comuns na região são: sargo de beiço, vermelho cioba, dentão, anchova, xerelete, caranha, robalo, tainha, badejo, pitangola, garoupa, barracuda, cavala, dourado, olhete, olho de boi e até peixes de bico.

"O ecossistema de Cabo Frio possui uma particularidade que é o fenômeno da ressurgência. As águas profundas geladas atraem muitos cardumes, o que provoca a incidência de diversas espécies marinhas na nossa costa. E esse fenômeno influencia o índice pluviométrico, pois, pelo fato da água ser gelada, há pouca evaporação, o que caracteriza o clima semi árido que nós temos. Isso ocasiona em termos poucos rios expressivos", explica o coordenador-geral de Meio Ambiente da Prefeitura, o biólogo Eduardo Pimenta.

 

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