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Jornalista, professor e poeta de Macaé, cria curso onde o amor será amplamente estudado

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Amor. Uma palavra tão pequenina e que significa tudo. Podemos afirmar que tudo o que fazemos, tudo mesmo, não importa o que, tem um denominador comum, que é o amor. Desde que mundo é mundo ele existe e mesmo não sendo muito compreendido até hoje, ele já foi rotulado de mil maneiras.

A forma mais comum é o amor romântico que ainda permanece como a parte menos compreendida da psique humana, e é o alvo preferido do professor e poeta, Gerson Dudus que após anos de estudo sobre o tema, está prestes a lançar um curso repaginado muito interessante sobre esse sentimento que toma conta das nossas vidas, dos nossos pensamentos e dos nossos sonhos.

Intitulado como ‘O Afeto que se encerra – Um Olhar Contemporâneo no Amor, oito encontros com três horas de duração fazem parte da proposta, que irá acontecer baseada em leituras de autores que tem o amor contemporâneo como norte e também autores clássicos como Stendhal, além de filósofo Foucault, reunidos para formar uma discussão produtiva sobre as mudanças no conceito de amor no ocidente, e também no sentido de conservar o conceito de amor romântico, do seu ideal.

Debates com filmes contemporâneos vão levar os participantes a se questionarem como estamos vivendo o amor atualmente. Além dessas referências, autores de poesias contemporâneas também farão parte do estudo, revelando a forma como eles contam sobre o amor. “Vou juntar o cinema, a poesia e a filosofia, tudo isso para a gente compreender o que é o amor contemporâneo. É como se em certo sentido a gente tivesse vendo despontar as novas formas de amor, além do amor romântico.” Conta Dudus.

O curso foi criado a partir de um histórico de acontecimentos, questionamentos, indefinições e a questão central sobre o que é o amor ideal. Tudo isso fez e faz parte da vida de Gerson que busca, através de estudos, respostas substanciais. “O amor romântico era uma coisa aceitável para mim, mas que depois de um tempo passou a ser questionável, pois eu passei a amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo e isso não cabia no meu mundo, no meu modo de ver as coisas. Fui fazer análise e a partir da terapia, eu conheci diversos autores, recomendados pelo meu terapeuta, e eu comecei a ver que os anarquistas já falavam no amor livre, que era um amor sem posse. O amor sem a necessidade de você possuir os afetos do outro de maneira absoluta. E a partir de tantas leituras eu comecei a fazer o projeto desse curso.” Revela o professor.

A primeira versão do projeto aconteceu em 1995, em São Paulo, onde Dudus elaborou um curso intitulado O Amor nos Tempos da Peste, que era a junção de 14 filmes comentados. Em 2007, mais uma vez o tema foi abordado, só que em Macaé, no Solar dos Mellos. E na próxima terça, Gerson vai ao encontro do tema, não só para que mais pessoas conheçam mais sobre essa relação que temos com o sentimento, mas também como forma de estudo para seu doutorado, que possivelmente irá tratar da relação do amor com a comunicação, em como o amor está acontecendo atualmente. “Eu acho que o brasileiro ama, como amava há 20, 30 anos. Ele ainda acredita no mito do amor romântico, apesar de agora o amor romântico não ser de uma vez por todas. Agora as pessoas ficam cinco anos com alguém, por exemplo, e depois trocam de parceiro. Mas ainda sim, elas acreditam que o amor acontece de uma hora para outra, de uma pessoa para a outra, sequencialmente no tempo. Quarenta por cento das nossas famílias hoje, tem a mulher como base da família. São famílias sem homem, eu acho isso também curioso, interessante. Sem a figura paterna. Eu acho que ainda existe uma minoria que tenta viver e experimentar outras formas de amor, outras configurações amorosas que não o amor romântico.” Finaliza.

Quem quiser fazer parte do grupo de estudo,que começa nesta terça(23), basta se inscrever na Unilivre, que é vinculada à Funemac e fica na Rua Aloísio da Silva Gomes, 50, na Granja dos Cavaleiros. Telefone: (22) 2796-2500. Imperdível!

Mariana Abrantes

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