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Grupo de Apoio auxilia famílias que querem adotar crianças em Rio das Ostras

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Em 10 anos de Grupo Adote, presidente e psicóloga do movimento, Tânia Saldanha, considera que a procura de famílias para adotar crianças aumentou na cidade

Daniela Bairros

Ser mãe é o sonho da maioria de muitas mulheres. Algumas, por não conseguirem gerar uma criança biologicamente, não desistem da maternidade e optam pela adoção, um gesto considerado por muitas, como de amor e carinho à criança.

Em Rio das Ostras, o Grupo de Apoio Adote (Grupo de Apoio à Adoção de Crianças e Adolescentes) , uma ONG (Organização Não-Governamental), criado há 10 anos, auxilia inúmeras famílias que querem adotar uma criança. Em 10 anos, a presidente e psicóloga do grupo de apoio, Tânia Saldanha, considera que a procura por adoções aumentou, e muito, na cidade. “As famílias, que atualmente conseguem buscar mais esclarecimentos sobre adoções, procuram muito o grupo de apoio”.

A primeira etapa do processo de adoção é considerada burocrática para muitas famílias, de acordo com a avalição de Tânia, já que é igual em todo território nacional. “A primeira fase realmente é muito burocrática. Num primeiro momento, é exigida uma série de documentos, que precisam ser levantados. Depois, precisa dar entrada no fórum onde a adoção será efetivada. A documentação é avaliada por um grupo técnico. A família interessada precisa integrar, por exemplo, um grupo reflexivo, ou seja, preparatório para adoção”, explicou a psicóloga. Em Rio das Ostras, o grupo funciona em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que os “pretendentes” de adoção recebam cursos.

Ainda segundo Tânia, em Rio das Ostras, a habilitação para adotar uma criança pode ser levar cerca de um ano, mas para ela, o prazo tende a diminuir devido à celeridade processual da comarca de Rio das Ostras. “Temos uma juíza muita engajada com a causa na cidade, além da Vara da Infância. Isso tem contribuído para que os processos de adoção sejam resultados com mais agilidade. A burocracia é necessária. Porque quando se tira uma criança de uma família, tem que saber para onde está indo e, principalmente, como será cuidada. E o processo de adoção é igual, em todo o lugar”.

Mãe adotiva

Psicóloga, presidente do grupo de apoio e mãe adotiva. Tânia Saldanha também teve que esperar a conclusão de um processo de adoção. Mãe do Lucas, ela revela que foi uma grande descoberta. “O Lucas, que tem oito anos de idade, chegou para minha alegria. Com 48 horas de vida, ele veio para mim. Foi a maneira, que a meu ver melhor impossível, de exercer o meu desejo de ser mãe. Isso me tornou uma pessoa muito mais feliz, muito mais completa do que eu era há um tempo atrás”, comentou.

Adotar uma criança é ter um filho. A disponibilidade para educar uma criança é primordial no processo de adoção. “A paciência também precisa existir, principalmente porque o processo é demorado. Mas cuidado, afeto, amor, carinho, tudo isso tem que andar junto para criar uma criança”, ressaltou. Ainda na avaliação de Tânia, a educação de um filho adotivo não difere do biológico. “É  filho. A educação é igual, em qualquer lugar do mundo. Nada é diferente. O amor, o cuidado, o carinho, são os mesmos”.

Como toda experiência materna, a adoção também pode provocar “medo”, principalmente quando a criança tem que saber da família, que foi adotada. A psicóloga explica que é importante revelar desde cedo. “Com o Lucas, contei desde cedo. Contava historinhas a ele e foi também uma maneira de me familiarizar com isso”.

Dificuldades para adoção

A adoção consentida, segundo Tânia, é um dos  fatores que dificultam o processo de adoção para muitas famílias. “Hoje existe uma fila de adoção e essa família é respeitada. A Justiça não aceita a adoção consentida, que é quando a mãe entrega o filho ou a filha a outra pessoa para que seja adotado. Isso provoca sérios riscos com o passar do tempo. A pessoa que pegou a criança pode ser chantageada pela mãe que a entregou. O correto é entrar com processo de adoção no fórum, esperar para fazer o grupo reflexivo, enfim, seguir todos os procedimentos. A adoção precisa ser legal para que nem família e criança sofram depois”.

Semana Estadual da Adoção

No último dia 25, Dia Nacional da Adoção,  o grupo Adote completou 10 anos de existência em Rio das Ostras . A ONG é composta por voluntários,  pais adotivos e simpatizantes da causa, totalizando 12 pessoas.   

Depois do sucesso da 7ª Feijoada da Adoção realizada no último sábado, o ADOTE – Grupo de Apoio à Adoção de Crianças e Adolescente de Rio das Ostras segue com a  programação da Semana Estadual. Para comemorar à data, neste domingo (28), será realizado o Piquenique da Adoção, na Praia de Costa Azul, perto do píer.

Quem quiser saber mais sobre o grupo de apoio, bem como receber orientações sobre um processo de adoção, é só acessar o site: www.adote.net

 

 

Crédito: Divulgação

 

 

 

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