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Caderno D

Foodtrucks são opção econômica e gastronômica em Macaé.

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Além de movimentar a economia e gerar empregos, trucks levam boa comida para as ruas da cidade

Um novo segmento econômico vem surgindo em Macaé. Depois da febre que tomou principalmente os estados unidos, os FoodTrucks começaram a circular e funcionar também em cidades do interior. Atualmente, em Macaé, estima-se que existam cerca de 15 veículos funcionando, em sua maioria em pontos fixos, já que a legislação que permitiria a circulação e estacionamento em áreas diversas está em desenvolvimento pelo poder público municipal.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, cidades que aprovaram seus códigos e leis para os trucks há mais de dois anos, o segmento amadureceu e hoje faz parte da rotina das pessoas, funcionando em sua essência como deveria: levando comida de alta qualidade com bom preço a lugares onde os restaurantes não suprem a demanda dos passantes. Levando- se em consideração o número menor de habitantes e a não existência de grandes centros comerciais, o funcionamento dos foodtrucks no interior funciona de maneira diferente, estabelecendo-se em pontos estratégicos e fidelizando seu público. É o caso do Camion, criado em 2012 pelo chefe de cozinha Guilherme Veiga e o publicitário Romulo Jacques. "Escolhemos uma rua sem saída, na entrada da Lagoa, por considerar que ali seria um ponto bom, não atrapalharia ninguém e não disputaria mercado com nenhum restaurante., afirma Rômulo.
Engana-se também quem pensa que comida de rua é apenas a comida que já encontrávamos nas ruas, só que com uma nova 'roupagem'. No caso do Camion, por exemplo, são servidos pratos da cozinha francesa que dificilmente são encontrados nos restaurantes de Macaé. "Para se ter uma ideia, nós começamos a fazer terrines e patês clássicos, coisa que nenhum restaurante na cidade oferece. Servimos os escargots, uma iguaria que é dificil de encontrar até nos restaurantes da capital. Pensamos que as diferenças entre um foodtruck e um restaurante podem ser as mais diversas: serviço, conforto, estoque, porém, pra nós, a comida deve ser a mesma ou até superior." afirma Guilherme, que antes de abrir o Camion teve uma passagem pelo restaurante Olympe, do chef francês Claude Troisgros.

Em um cenário de crise onde muitos negócios tradicionais estão tendo de se reiventar para não fechar as portas, os foodtrucks ou os novos negócios gastronômicos surgem como uma alternativa econômica, com certa relevância para a cidade. Os FoodTrucks movimentam a economia fazendo compras, contratando mão de obra e principalmente, incentivando que as pessoas frequentem as ruas da cidade. O segmento, relativamente novo, passa agora pela fase de maturação, onde os empresários que entraram no mercado apenas por se tratar de uma tendência, começam a perceber a realidade da área. "O ramo gastrônomico é duro, as margens não são o que a maioria pensa, ainda mais quando se busca trabalhar com ingredientes de boa qualidade e uma apresentação bacana do produto. Isso gera custos. O trabalho é arduo. Para servir refeições às 19h, você precisa começar a trabalhar no máximo as 9 da manhã. E essa é a parte que muitos não imaginavam." confirma Guilherme.

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