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Exposição fotográfica “Contemplando um Universo Particular” pode ser visitada em Quissamã

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Exposição, que retrata crianças autistas, pode ser visitada até o dia 07 de dezembro.

A Prefeitura de Quissamã está realizando a exposição fotográfica “Contemplando um Universo Particular”. A exposição, que retrata crianças autistas, pode ser visitada até o dia 07 de dezembro.

O objetivo da mostra é para mostrar que todos somos diferentes e que as diferenças não devem nos afastar. A exposição está sendo realizada pela equipe do MOPAM (Motivados pelo Autismo Macaé). O trabalho foi apresentado para grupo de mães e professores que lidam, diariamente, com crianças e adolescentes autistas.

A exposição fotográfica "Contemplando um Universo Particular" mostra crianças e adolescentes diagnosticados dentro do Transtorno do Espectro Austista (TEA). O projeto, do fotógrafo Filipi Ramalho, foi pensado para mostrar que crianças e adolescentes autistas podem e devem fazer parte de uma sociedade mais inclusiva e tolerante, que aceita as diferenças. As fotos mostram as crianças em seus afazeres diários, tais como: terapias, rotinas de casa, da escola, com os pais, entre outros, como forma de revelar que há toda uma vida por trás do espectro.

Para Caroline Mizurine, do MOPAM, o autismo é uma realidade muito próxima de todos, já que a cada 68 nascidos, um apresenta algum grau de autismo. “Então estamos aqui para contaminar a todos com a nossa alegria, já que a vida continua, apesar do diagnóstico. E, já que é para continuar, que seja sorrindo, que seja feliz, até mesmo porque as crianças sentem tudo, então a intenção é transmitir para essas crianças e suas famílias, que vai ficar tudo bem. É preciso apenas uma adaptação de vida”, explicou. Ainda segundo ela, é preciso motivar as pessoas nas suas realidades e segmentos. É preciso entender que as pessoas com TEA precisam ser incluídas. Exemplo são os artistas entre elas, já que tem criança com muita facilidade com pintura, com fotografia, com dança e música, entre outras atividades. Segundo ela,  basta usar a criatividade, para inseri-las.

Sensibilizado por um aluno da escola onde trabalhava, Filipi começou a perceber as diferenças entre a realidade desse menino e do restante dos alunos. Mas foi mesmo o contato com um casal amigo, que tem gêmeos diagnosticados como autistas, que o fez pensar em uma forma de mostrar ao mundo que os mesmos não são tão diferentes das outras crianças.

“Daí a ideia de fazer um ensaio, uma coisa orgânica, mostrando que, por mais que sejam diferentes, eles são amados e queridos. Eles amam, gostam de fotografia e de brincar, não gostam de voltar para a escola, após as férias, como a maioria das crianças. Queremos contar que são diferentes, sim, mas sem olhar para eles de uma forma menor. É preciso desmistificar que são crianças bagunceiras, que não querem se comportar, cujos pais não educaram e nem impuseram limites. Queremos mostrar que existe uma diferença, mas que é pequena e que precisa entender essa diferença e dar carinho, para cuidar dela e fazer dela parte do mundo em que vivemos”, esclareceu Filipi.

“É importante termos esse evento, como forma de trabalhar esse assunto, porque muitos pais e familiares não aceitam o diagnóstico dado a seus filhos. Nós, que estamos aqui, aceitamos e lutamos para criar nossos filhos. Ainda mais porque enfrentamos preconceito, seja na escola ou no nosso dia a dia”, afirmou Maria Júlia Oliveira, mãe de Ana Júlia de 6 anos.

A exposição, organizada em Quissamã pela coordenadoria Especial de Cultura e Lazer tem parceria com a secretaria de Educação.

Da redação

Crédito: Adilson dos Santos

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