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Bebidas também serão atração no 9º Festival Macaé de Cultura e Gastronomia

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Mais tradicional das bebidas ligadas à gastronomia, o vinho será prestigiado com a presença de sommelieres e enólogos especializados

A expectativa com relação ao 9º Festival Macaé de Cultura e Gastronomia, evento que começa na próxima quinta-feira, 9, na orla dos Cavaleiros, cresce a cada dia, com os anúncios da programação, que vai além dos já conhecidos predicados gastronômicos.

Nesta edição do evento, especialistas em cafés, vinhos, drinks, cachaças e cervejas artesanais estarão presentes nos estandes, demonstrando o crescimento de algumas profissões a reboque da chamada gourmetização de bebidas.

Na próxima quinta-feira, o Festival, que neste ano traz o tema “Memórias”, com 18 pratos que serão comercializados por R$ 22,00 e três sobremesas por R$15,00, totalizando 21 pratos para a felicidade dos apreciadores da cidade e da região.

Na quinta e sexta-feira, 9 e 10, o evento começa às 18h, e no sábado e no domingo, o início será a partir das 10h.

A primeira convidada será a especialista em cafés de alta qualidade, a barista Adriana Valinhas, que abre a programação já na quinta-feira, as 19h. Segundo a organização do evento, a presença desses profissionais ajuda na valorização de um setor que evolui muito num país que tem excelentes grãos e produtores de café.

“O movimento é semelhante ao que aconteceu com o vinho e o chocolate no passado”, explica a organização.

Além de baristas, profissionais como bartenders vêm ganhando espaço na economia de uma cidade que se tornou cosmopolita depois da chegada da indústria do petróleo, e que se acostumou a oferecer, em seus bares, hotéis e restaurantes, serviços diferenciados que atendem todos os gostos nacionais e internacionais.

“O preparo de drinks por esses profissionais costuma ser uma atração à parte, chamando a atenção por conta dos drinks coloridos e elaborados, e também pela segurança que possuem para falar sobre as bebidas utilizadas. Alguns parecem verdadeiros artistas, seja por conta do visual sempre bem elaborado ou pelas técnicas utilizadas, realizando verdadeiros malabarismos com as garrafas e utensílios do bar”, elogia a organização do evento, que para atender essa demanda, convidou o bartender Pedro Poggio, do Beli Beli de Búzios, para se apresentar na sexta, as 19h30.

No mesmo dia, as 20h30, o enólogo uruguaio Nikolas Kozik, da Vinícula Pisano-Mistral, falará sobre o mundo dos vinhos e as novidades em rótulos. Os vinhos estarão representados no evento pelos estantes com rótulos da Q Bodega e da Adega Cocoricó.

Se as cervejas artesanais não são novidades em eventos gastronômicos, e muito menos no 9º Festival Macaé de Cultura e Gastronomia, que contará com estandes das cervejarias Noi, Concubina, Matumbier e Coronel Pafo, o evento desse ano terá uma oficina de como fazer cerveja artesanal realizada pela Associação dos Cervejeiros, no domingo, dia dos pais, às 11h.

Também será atração do Festival a presença de sommelieres de cachaça, que ensinarão o público sobre a harmonização da bebida com os alimentos, como acontece com vinhos, cervejas e uísques.

Nas duas últimas edições do evento, uma das atrações foi cachacier Isadora Bello Fornari, que retorna na edição deste ano, com uma participação no sábado, às 21h.

Comparando os mercados da cachaça e da cerveja, ela acredita que ainda é preciso uma evolução para que as pessoas reconheçam as diferenças entre os sabores da bebida.

“Para falar de cachaça é imprescindível separá-las também entre industrial e artesanal, igual cerveja. Hoje, a cerveja comum e a cerveja artesanal já têm sua distinção clara para o público. Nenhuma outra bebida oferece tantos potenciais sensoriais. Temos a única bebida no mundo que pode ser trabalhada em diversas formas: jequitibá, umburana, freijó, amendoim, castanheira, bálsamo. A cachaça artesanal é um mercado gourmet acessível aos brasileiros e de infindáveis descobertas sensoriais. Cada uma oferece uma experiência diferente. Para ser cachaça deve ser destilado do mosto de cana de açúcar, fermentado, possuir de 38% a 48% de graduação alcoólica e ser produzida aqui no Brasi”, analisou Isadora.

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