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Cabo Frio prepara equipes da assistência social para intensificar ações contra o trabalho infantil

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A Prefeitura de Cabo Frio promoveu, por meio da Secretaria de Assistência Social, uma capacitação ampliada voltada ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). A atividade ocorreu nesta quarta-feira (7), no auditório da sede do governo municipal, com foco no fortalecimento das ações de enfrentamento ao trabalho infantil, especialmente durante o período de maior fluxo turístico.

O encontro reuniu a secretária de Assistência Social, Camila Saraiva, a coordenadora estadual do Peti no Rio de Janeiro, Letícia Diniz, além de representantes do Conselho Tutelar e profissionais que integram a rede de proteção social do município. Participaram técnicos dos Cras, Creas, Serviço de Abordagem Social, educadores dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e membros da comissão municipal do Peti.

A capacitação teve como finalidade qualificar as equipes quanto às responsabilidades institucionais na prevenção e erradicação do trabalho infantil, reforçando a importância da atuação integrada entre os diferentes setores diante de situações de violação de direitos de crianças e adolescentes.

Durante a programação, foram apresentados o histórico do trabalho infantil no Brasil, as piores formas de exploração, os impactos educacionais, emocionais e sociais sobre o desenvolvimento infantil, além das estratégias de prevenção e enfrentamento adotadas pelo programa.

Letícia Diniz destacou que o trabalho infantil é um problema estrutural e recorrente, que não se limita a períodos específicos nem a um único território. Segundo ela, o desafio exige ações permanentes e coordenadas. “O município de Cabo Frio aderiu ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. A orientação da coordenação estadual é que os servidores utilizem as estratégias do Peti para ampliar a conscientização e a mobilização social, especialmente no verão. O trabalho infantil não é legal, não é seguro e provoca danos irreversíveis à vida de crianças e adolescentes”, afirmou.

A palestra também abordou os cinco eixos estratégicos do Peti, com ênfase na informação, na mobilização social e no engajamento conjunto do poder público e da sociedade civil como pilares fundamentais para o enfrentamento do problema.

Os participantes foram orientados sobre a necessidade de campanhas educativas contínuas, destacando que o trabalho infantil não deve ser tratado como algo natural. Outro ponto ressaltado foi a identificação e a busca ativa de crianças e adolescentes em situação de exploração, além da importância da denúncia por meio do Disque 100, canal nacional de recebimento de violações de direitos humanos.

A secretária de Assistência Social, Camila Saraiva, reforçou que a inclusão de crianças, adolescentes e suas famílias na rede de proteção social é uma estratégia central de prevenção. “Precisamos somar esforços, criar mecanismos eficazes de enfrentamento e garantir cuidado e proteção às crianças e adolescentes. Combater o trabalho infantil é um desafio cotidiano. Informar, mobilizar e proteger é uma forma concreta de humanizar a vida das famílias e assegurar direitos”, concluiu.


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