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Vinculo afetivo: “Essa moda pega”

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Podemos dizer que a saúde mental também é estabelecida por vínculos. Mas o que seria isso? Vínculos se tratam de laços, “ligações”, cuidado especial, onde por meio das trocas de afeto desenvolvemos as primeiras relações, aprendendo a interagir, a se comunicar e também iniciamos a capacidade de desenvolver empatia. O vínculo não necessariamente deve ser estabelecido no ambiente familiar, ele deve ser estabelecido na escola, círculo de amigos e ambientes de frequente acesso.Estabelecimento de vínculos é extremamente importante para o desenvolvimento humano, principalmente no desenvolvimento infantil, onde estamos aptos e sujeitos a transformações diárias. Destacada por Bairros et al. (2011, p.1): “As manifestações de afeto, principalmente mãe/filho são decisivas para a formação da personalidade e terão importante influência nas relações sociais ao longo da vida, sendo assim determinante na formação da estrutura emocional do indivíduo.” Sabendo que a afetividade faz parte de todo o desenvolvimento estrutural e psicológico do ser humano e que, sem ela, este não se desenvolve plenamente, é de extrema relevância demonstrar a importância do afeto na construção da base da personalidade nos primeiros anos de vida, considerando que aquilo que acontece ao indivíduo neste período irá refletir na adolescência e na fase adulta. Estabelecer vínculos não é somente estar presente na vida do outro, é se fazer participante, validando o que ele(a) te trás, fazendo disso uma troca saudável, que irá beneficiar ambas as partes. Quando falamos de VALIDAR, estamos falando de fazer valer a fala do outro, mesmo que não compartilhem das mesmas opiniões, isso serve para filhos, sobrinhos, marido, irmão entre outros, onde precisamos respeitar as subjetividades.Quantas vezes, já ouvimos a frase “Você não sabe de nada” “Isso não é importante” “isso a acontece com todo mundo” geralmente relatada por pais, onde o poder de autoridade sobressai e não permite que o outro se expresse sobre determinados assuntos que estão deixando em desconforto naquele momento, prejudicando assim a validação da fala e o estabelecimento de vínculos. Em torno disso podemos nos perguntar como esta nosso papel nos estabelecimentos de vinculo em nosso circulo vital? Tenho me permitido estabelecer? Estou validando a fala do próximo? Deixo essa pergunta para que possamos avaliar nosso comportamento. Boa semana e até a próxima. Dúvidas, sugestões e podem ser enviados para o e-mail contido no artigo.

 

 

Referencias:

Bairros, J., Belz, C.W., Moura, M., Oliveira, S. G., Rodrigues,T. T., Silva, S. C., & Costa, F. T. (2011). Infância e adolescência: A importância da relação afetiva na formação e desenvolvimento emocional (XVI Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão). Universidade de Cruz Alta, Cruz Alta, RS, Brasil. Retirado de http://www.unicruz.edu.br/seminario/artigos/humanas/ INF%C3%82NCIA%20E%20ADOLESC%C3%8ANCIA%20 A%20IMPORT%C3%82NCIA%20DA%20 RELA%C3%87%C3%83O%20AF

 

Kimily Marinho da Silva

Psicóloga cognitiva comportamental.

CRP  05/57830

Kimily__marinho@hotmail.com

 

Soraya Karyme Carvalho de Jesus

Psicologia Analítica Junguiana

CRP 05/58593

skaryme_psi@yahoo.com.br

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