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Suporte Familiar: “Essa moda pega”

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Uma das dificuldades encontradas em falar do termo suporte familiar, é que este é muito abrangente e envolve diversas variáveis presentes nas relações familiares. Mas podemos chamar de suporte qualquer coisa cuja finalidade é sustentar e escorar, ou seja, o suporte familiar nada mais é do que o sustento da estrutura do jeito oferecido pela família no decorrer de sua vida, podendo ele ser emocional, físico ou financeiro. Falando de Suporte, queremos retratar a importância disso na vida de todas as pessoas, seja com situações do dia-a-dia, ou em momentos problemáticos.  A família exerce função de proteção, apoio, afeto e orientação, sendo essencial para que o sujeito se sinta seguro para enfrentar situações adversas, entretanto uma superproteção pode vir a atrapalhar esse desenvolvimento. Parker, Tupling e Brown (1979) definiram suporte familiar baseados em duas classes importantes para a construção de seu instrumento, que propõe estudar a relação existente entre pais e filhos e, principalmente, entre mães e filhos. Estas duas classes relevantes foram: a) a dimensão carinho versus rejeição e indiferença e b) superproteção ou controle versus a permissão para a autonomia e independência dada aos adolescentes pelos seus pais. Para estes autores, o suporte familiar é considerado ótimo quando houver na família altos níveis de carinho e permissão para autonomia e independência.

Uma Família afetuosa, permissiva que valida e promove a escuta, melhora a relação e aumenta as chances da criança ou adolescente serem mais bem esclarecidas.  O suporte familiar se estrutura perfeitamente em situações de vulnerabilidade e em momentos de diagnósticos de um transtorno psiquiátrico, sendo ele imprescindível para um melhor resultado e empenho ao tratamento. Um dos transtornos em que mais aparece carência no quesito de suporte é a depressão, ainda vista como momento de “frescura”, sendo ela a causa do maior índice de mortalidade entre jovens e adultos. Com isso, devemos ficar atentos e buscar a ajuda necessária sempre que preciso, para que tenhamos melhores esclarecimentos e para que saibamos agir da maneira correta quando necessário, na dúvida procure um psicólogo. Boa semana e até a próxima. Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o e-mail contido no artigo.

Por: Kimily Marinho da Silva

 Psicóloga cognitiva comportamental.

CRP  05/57830 Kimily__marinho@hotmail.com

 

Por:  Soraya Karyme Carvalho de Jesus

Psicóloga Analítica Junguiana

CRP 05/58593

skaryme_psi@yahoo.com.br

 

Referenciais 

Parker, G.; Tupling, H. e Brown, L.B. (1979). A Parental Bonding Instrument. British Journal of Medical Psychology, 52 (1): 1 – 10.

 

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