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Série Desvendando Macaé: Praça Verissimo de Mello

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Olá, amigos leitores!
Em tempos em que é necessário mantermos isolamento social, nada mais propício do que uma leitura que nos remeta a um lugar tão especial de Macaé, pelo qual, muitas vezes passamos correndo e deixamos de reparar tantos símbolos e patrimônios que estão ali, disponíveis e que nos levam por uma viagem no tempo.

Hoje iremos desvendar a Praça Veríssimo de Mello, que surge como espaço público em Macaé a partir da doação do terreno, onde a mesma se encontra, no começo do século XIX, realizada pelos irmãos Ferreira Rebello, que também doaram outros terrenos para se tornarem públicos, viabilizando assim, que Macaé fosse estabelecida como vila (considerando que haviam diversas exigências para isso).
No ano de 1837, Macaé já era ‘Villa de São João de Macahé’, quando o engenheiro militar, Henrique Luís de Niemeyer Bellegarde - tio avô de Oscar Niemyer -, foi escolhido pelo imperador para projetar e realizar o arruamento da localidade (essa história contaremos em breve com maiores detalhes).
Nessa ocasião Bellegarde organizou e batizou esse espaço como ‘Largo da Alegria’.

Em 1886, a ilustre Viscondessa de Araújo, subsidiou seu primeiro projeto de jardinagem e o largo foi elevado a ‘Praça Dona Isabel’, em homenagem à princesa.
Com a chegada da República passou a ser denominada Praça XV de Novembro.
Em 1914, seus jardins receberam o nome de ‘Parque Oliveira Botelho’, com direito à pomposa inauguração.

Em 1933, o célebre e respeitado promotor público de Macaé, Dr.Inácio Veríssimo de Mello veio a falecer. A população o consagrou, então, como patrono da Praça, tornando-se ela, Praça Veríssimo de Mello, nome que alcunha até hoje.

Existem nessa praça diversos monumentos patrimoniais naturais e histórico culturais, de grande relevância para a sociedade macaense.
Um deles é o Obelisco do Centenário de Macaé, localizado no ponto central da praça, com formato monolítico, quadrangular e pontiagudo, construído com pedra de cantaria, possui detalhes geométricos, formando molduras e frisos.

O coreto inaugurado, também em 1914, foi adquirido através de catálogo da fundição escocesa, ‘W Macfarlane & Cia.' e, faz parte do primeiro acervo urbanístico macaense, constituído pelo primeiro prefeito do município, o engenheiro militar, Moreira Netto.

O Rinque de Patinação, onde hoje são realizadas feirinhas, foi inaugurado simultaneamente ao jardim e ao coreto em 1914. O busto de Veríssimo de Mello, foi inaugurado em 2002, consagrando a homenagem ao ilustre promotor público.

O jardim da praça, denominado ‘Parque Oliveira Botelho’, é composto por Oitis (ou Oitizeiros), consideradas árvores muito propícias para áreas urbanas, por não levantarem suas raízes sobre o chão, essa árvore é original da Mata Atlântica, podendo atingir de 8 a 15 metros de altura, possui folhagem perenifólia (onde as folhas se mantém nos galhos durante todo o ano), proporcionando assim, sombra e ventilação.

Além disso a Praça possui, parquinho infantil, chafariz, e algumas barracas de comerciantes de alimento e artesanato.
Recentemente, suas grades foram retiradas, deixando a praça, ainda mais convidativa e bonita.

Grazielle Heguedusch – Turismóloga com Pós graduação em História e Cultura no Brasil. Criadora do Almanaque Macaé Turismo e do Desvendando Macaé. Autora do Be-a-bá do Receptivo Turístico de Macaé. Pesquisadora do OMM Observatório da Memória Macaense.

Rúben Pereira – Musico, Poeta e Memorialista. Criador do Almanaque Macaé Turismo e do Desvendando Macaé. Gerencia o OMM Observatório da Memória Macaense. Co-autor do Be-a-bá do Receptivo Turístico de Macaé.

Crédito: Acervo Desvendando Macaé

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