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Nova, velha, boa ou má?

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Ano de eleição. Estamos em março e começam as trocas partidárias com objetivo de disputar o pleito municipal. Pré-candidatos a vereador e prefeito começam a aparecer e os discursos para conquista do futuro voto já pode ser ouvido nas ruas.

Não será novidade nenhuma ouvirmos que é preciso que ocorra a renovação. Sim, eu concordo. É importantíssima a renovação dos quadros na política, isto porque oxigena, traz novas perspectivas e dá oportunidade para muitos mostrarem seu trabalho e a política precisa disso. Construção de novas lideranças é responsável por mover a democracia.

Nessa oferta de candidaturas que irão se apresentar muitos se utilizarão apenas do fato de serem “nomes novos”, não é o bastante. Alguns serão os famosos “novos com cara de velho”, que se caracterizam por nunca terem sido eleitos, mas que fazem as mesmíssimas coisas dos antigos que não são bons políticos. São as mesmas práticas com uma nova cara. O resultado dessas pessoas eleitas é ainda mais frustração do eleitorado, porque mais uma vez confiamos e mais uma vez nos decepcionamos.

Repare que no parágrafo anterior fiz questão de dizer “antigos que não são bons”, isto porque eu não acho justo categorizar o “antigo”, simplesmente como ruim. Tivemos bons políticos que ficaram por muitos mandatos e péssimos políticos que também ficaram. Dito isto, faço o gancho para o que eu acredito que realmente importa: boa ou má política.

Na hora de começarmos a filtrar nossos candidatos, mais do que a idade e/ou as oportunidades que tiveram, é fundamental olharmos para o quanto são preparados, o que propõe e, para aqueles que já foram eleitos, o que fizeram. Esses critérios nos mostrarão se o referido candidato se encaixa no perfil que queremos como representante para os próximos 4 anos.

Não defina má ou boa política como a que você conhece ou ouviu falar. Defina como boa aquela que você faria, que você sonha para a sua cidade e acredita que seria transformadora. Em resumo, considere a boa política uma que você se orgulharia em fazer. Esse exercício pode fazer com que cada um de nós se sinta novamente representado por aqueles que ocupam o poder.  Em uma época que a classe política é tão criticada, o conteúdo desse texto pode parecer utopia, mas como diz o grande escritor Eduardo Galeano: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos (...). Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

 

 

Daniel Raony

Advogado, Pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e formado no RenovaBR Cidades.

E-mail: danielraony@hotmail.com

No instagram e no facebook: Daniel Raony

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