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Não violentar a mulher também se aprende

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Não é novidade para ninguém os casos de violência doméstica que aparecem na televisão. Agressões, ofensas e até homicídios passaram a ser cotidianos no noticiário. Há também a triste certeza de que todo mundo já ouviu falar ou conhece alguém que tenha sofrido esse tipo de violência. Todas as mulheres e homens, de bom senso, querem extirpar essas atitudes da nossa sociedade, mas sabemos o que está sendo feito aqui na nossa cidade?

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) realiza vários atendimentos e tem parceiros e frentes de trabalho diversas, havendo interesse no assunto ou uma denúncia é fundamental que você procure esse importante instrumento que conta com ótimos profissionais. Dentre as ações realizadas, uma me chamou muito atenção e sobre ela quero me aprofundar com você.

O Ceam organizou as atividades do “Maria da Penha nas Escolas”, que consiste em informar aos pré-adolescentes, de maneira condizente com sua faixa etária, sobre a violência doméstica e as saídas possíveis para essa triste realidade.  No ambiente escolar e sob supervisão, os alunos abordam e se aprofundam naquilo que muitas vezes já faz parte do seu dia a dia.

Saber identificar atitudes que a princípio poderiam parecer “normais” são o primeiro passo para o combate a violência contra a mulher. A partir daí, pode se mudar toda uma cultura de violência que permeia o crescimento desses jovens. Mães que apanham e são xingadas, irmãs que não podem utilizar determinadas roupas ou até mesmo gritos e ordens para que as mulheres sejam obrigadas a desempenhar até a exaustão determinadas tarefas domésticas, ao longo de anos tornam as meninas mais suscetíveis a tolerar as mesmas práticas e os meninos a enxergar o sexo oposto como alguém que deve ser subjugado. Iniciativas que interrompem esse círculo vicioso devem ser divulgadas.

“É por isso que eu vou multiplicar esse conhecimento não só para os demais alunos da escola, mas, também, em todos os meios que eu tiver a oportunidade", essa pequena fala de um jovem de 13 anos, aluno do Ciep Municipalizado Leonel de Moura Brizola, tem um peso significativo muito grande. Que todos nós façamos como ele, além de enxergar a violência que pode existir, podemos propagar uma ideia de respeito as mulheres. Converse sobre isso em casa, com os amigos e jovens que você conhece.

Ceam – Centro Especializado de Atendimento à Mulher.

End: Rua São João, 33, Centro – Ao lado da Delegacia Legal /Tel: 2796-1045 / E-mail: ceam@macae.rj.gov.br

 

Daniel Raony

Advogado , Pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e aluno do RenovaBR Cidades.

E-mail: danielraony@hotmail.com

No instagram e no facebook: Daniel Raony

 

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