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Metrópoles do futuro, cidadãos do presente

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Debater o futuro é sempre desafiador. Muito se fala sobre como serão as cidades do amanhã. Inúmeros projetos são lançados para enfrentar grandes desafios globais: poluição, consumismo, desperdício de recursos (água, luz, alimentos), criminalidade, sustentabilidade ambiental, mobilidade urbana e desemprego crescente.

Segundo estudo da Oxford Economics apenas 750 cidades no mundo irão concentrar 30% dos empregos no planeta e 61% do PIB mundial. O homem do futuro viverá majoritariamente em áreas urbanas, e  será nevrálgico o modo como os governos/ONGs, empresas irão lidar com esta superpopulação das cidades.

Os cidadãos, principalmente das grandes cidades, precisarão refletir e agir sobre quais serão as regras da boa convivência, dos deveres e dos direitos no tocante aos recursos naturais, lixo, trânsito.

Em 2030, segundo a ONU, as megacidades Nova York, Shangai e São Paulo terão populações gigantescas, da ordem de 20, 30 ou até quase 40 milhões de pessoas. Se fora do Brasil a discussão segue intensa, e diversas ações já estão em curso (carros elétricos, coleta seletiva do lixo, reutilização de água, energia limpa), em nossas terras tropicais ainda há muito por fazer.

As grandes cidades brasileiras sofrem com as facções criminosas, o trânsito caótico, e com os cidadãos cada vez mais estressados e doentes. Os governos (municipal, estadual e federal) atuam de forma muito lenta, e resta aos indivíduos procurarem o que pode ser mudado. Seja com a conscientização de que nossas atitudes afetam a vida do outro ou para o diálogo com o seu entorno na busca por soluções.

Um estudo do jornal The Economist mostrou que Viena, Oslo e Melbourne são as três primeiras colocadas como melhores cidades para se viver no planeta. O que impressiona é o fato destas não terem sido escolhidas por causa da sua riqueza apenas, mas especialmente por serem cidades que funcionam.

Educação, saneamento básico e saúde são os principais pontos procurados por cidadãos em vários países pesquisados. No entanto, no Brasil, vemos que nossas cidades estão muito atrás nesses quesitos, e fica difícil imaginar a distância que estamos para termos cidades eficientes e saudáveis.

Quanto à mobilidade urbana, os problemas ainda não são encarados de forma séria pelas autoridades, e o uso de automóveis e a logística baseada no transporte rodoviário, por meio caminhões, ainda são a cultura dominante. Embora já existam movimentos e ações para a construção de ciclovias, ainda são muito tímidas diante do problema. Na verdade temos inúmeros rios e sistemas disponíveis para uso de embarcações, além de uma costa oceânica imensa, mas insistimos em ter o carro como sonho de consumo, e inúmeras reduções de impostos para compra de automóveis.

O que esperar? Educação é o caminho para superar e a autoconscientização a chave mestre: não cruzar os braços! Embora ainda tenhamos um grande “gap”, uma lacuna, frente às melhores cidades do mundo, é preciso sair da inércia.

Muito do que hoje temos em nossas metrópoles é fruto de nossas escolhas também. As inundações seriam muito menos frequentes se nós cidadãos jogássemos o lixo nas lixeiras, e não nas ruas, rios, calçadas e jardins. É preciso fazer a parte que nos cabe.

O trânsito brasileiro é um dos mais violentos do mundo, e não é papel somente do governo para corrigir tal situação, mas de cada motorista. O famoso jeitinho brasileiro aparece quando se acelera no sinal vermelho, não se para nas faixas de pedestres ou se dirige de forma perigosa e imprudente. O que está nas mãos dos indivíduos, das famílias, só poderá ser feito por eles mesmos.

O futuro dependerá muito mais de mim e de você do que das grandes campanhas e propagandas e das políticas públicas. Parafraseando, e adaptando, Jhon Kenndy Jr, em seu discurso de posse, pode-se afirmar: Não pergunte o que seu país, sua cidade, pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país, por sua cidade. Nós podemos mudar o futuro hoje!

Bruno Cunha é professor e diretor administrativo da Faculdade Canção Nova, missionário da Comunidade Canção Nova e autor do livro “PHN na internet – 7 #pecadosvirtu@is”, pela editora Canção Nova.

 

 


 

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