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Instância Menor

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O Supremo Tribunal Federal (STF), guardião da Constituição e, portanto, maior instância para que se faça prevalecer a lei - e a ordem - e, em muitas vezes, o bom senso (pois o óbvio não permite teses em contrário, nem discussões acaloradamente vazias, tampouco formas de protecionismo a quem quer que tenha cometido crimes graves visto por muita gente nos dias de hoje) tem sido alvo de muitas críticas por causa da morosidade em relação a julgamentos importantes e, principalmente, pela passividade dos ministros que vêm fazendo daquele tribunal um palanque eleitoral, uma fogueira de vaidades, uma dança das cadeiras ( hoje eu voto assim, amanhã você vota assado, depois de amanhã, nós seis votamos, por exemplo, pelo aumento da criminalidade, pela soltura de condenados, pelo fim da Ficha Limpa, etc. ) e, em alguns casos, um circo onde, além dos quadros engraçados, aparecem até cenas de desaparecimento repentino, onde, dependendo da natureza da decisão, um ou outro some deixando como único vestígio passagens aéreas, reservas em hotéis da Europa, bem como milhões de pessoas (nós, os bobos da corte) na mão. Mas como todo ingresso para qualquer espetáculo tem um preço, a atitude do supremo brasileiro ( que vem merecendo ser escrito assim, em caixa cada vez mais baixa) trouxe como grave consequência um 'pito' nacional dado por mais de 5 mil magistrados e membros do Ministério Público que protocolaram uma nota técnica e um abaixo-assinado para que a corte (em minúsculo mesmo) não mude o entendimento que permite a prisão de condenados na segunda instância da justiça. Se isto vai valer a pena - uma vez que a maioria daquela turma tem certeza que vive no Olimpo - não sabemos. Entretanto, algumas coisas ficaram claras: ainda existe esperança para aqueles que querem um Brasil mais justo e tem muita gente boa e bem- intencionada  por este País que dizem ter grandes diferenças por ser de grandes dimensões, mas que sabemos ser assim por causa de leis ultrapassadas, da corrupção e por termos tanta gente malandra, safada e que, investida de muito poder, vestida de imponentes togas e se fazendo de rogado, ainda defende criminosos, lesa-pátrias, estupradores, assassinos de crianças, velhos, doentes e tudo mais que o dinheiro possa comprar. E matar.

João Direnna é jornalista e psicólogo.


 

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