Mídias Sociais

Artigos

É possível planejar viagens internacionais com a alta do dólar?

Publicado

em

 

O dólar disparou e está valorizado frente ao real. Com isso, muitos acabam adiando o desejo de viajar para o exterior, já que essa alta também influencia diretamente o setor turístico jogando os preços de passagens e hotéis para o alto. Além disso, o Coronavírus também fez muitos mudarem os planos ou adiarem as viagens. Mas não há com o que se desesperar. Com um bom planejamento, metas e prioridades, é possível fazer uma viagem com custos menores. Confira nossas dicas:

 

  1. Viaje para lugares onde o real é valorizado

Caso não tenha um local específico em mente, comece a pensar em viagens por países aqui perto. Argentina, Colômbia e Paraguai são alguns que tem uma grande beleza, cultura e passeios que irão custar bem menos já que o real é mais valorizado por lá. Mas nunca vá para um país sem antes pesquisar valores de produtos e serviços antes de viajar. Evita-se assim grandes surpresas.

 

  1. Quando e onde trocar suas moedas

Em caso de Países com moeda forte (dólar, euro, libra esterlina), troque no Brasil. Países com moeda fraca, troque lá. Esta é a regra fundamental. Em países de moeda fraca, procure levar algum valor que será utilizado para deslocamentos até o hotel ou casa de câmbio. Na Argentina, por exemplo, você consegue melhores cotações de pesos do que se trocasse tudo no Brasil. 

Agora se você for viajar para algum país que tenha moeda forte como Estados Unidos ou algum da Europa, vá trocando dólares ou euros com antecedência e aos poucos, para ter menores perdas. Isto é indicado porque, com a variação da moeda, você pode conseguir valores baixos ou altos. Com a troca aos poucos através de casas de câmbio ou bancos, consegue-se uma média, já que não dá pra contar com a sorte neste caso. 

 

  1. Cartão de crédito ou Travel Money valem a pena?

 

Com as taxas de IOF por operação, aliado ao fato de não se saber ao certo qual taxa de câmbio irá pagar no ato da compra, fica difícil fazer um planejamento com cartão de crédito. O Travel Money seria uma proposta interessante e cômoda para quem não deseja andar com dinheiro vivo, mas o IOF e a taxa de conversão mais alta podem torná-lo uma opção bem mais cara até mesmo que o cartão de crédito. 

Ou seja, atualmente não valem a pena se pensar em economia. Tanto o cartão de crédito quanto o Travel Money, portanto são opções cômodas, mas não econômicas. A indicação é utilizá-los somente em casos de necessidade.

 

  1. Faça seus próprios roteiros e evite guias

É preciso que o viajante tenha em mente que são maiores as chances de economia se ele mesmo pesquisar um roteiro com os destinos a serem visitados. Também é de extrema importância iniciar o quanto antes um curso específico de inglês em viagens, podendo dispensar desta maneira a necessidade de um guia. 

 

  1. Reserve seus voos com antecedência

As partes mais caras de uma viagem são as passagens e hospedagens. Então reserve o quanto antes para pegar mais promoções. Dê preferência aos períodos de baixa e média estação, quando há menor procura e consequentemente menores preços. Através de buscadores de voos é possível comparar várias companhias aéreas e conseguir o melhor preço. Comece a pagar com antecedência e pense em viajar somente com mala de mão, a opção mais barata.

 

  1. Pesquise bem os hotéis

Fique de olho nas promoções de pacotes de viagens com passagens e hotéis. Dependendo do caso eles compensam, mas muitas vezes é mais vantajoso fazer a reserva separado. Um bom motivo para isto é que muitas vezes os pacotes incluem hotéis que ficam distantes inclusive de paradas de ônibus ou metrô. 

Por vezes, pagar um hotel um pouco mais caro, mas perto das atrações significa economia no café da manhã e nos meios de transporte e na ponta do lápis a economia é maior. E para evitar dores de cabeça, fique sempre de olho no depoimento de outros viajantes que já se hospedaram no local, atentando para questões de segurança, conforto e transporte e evitando assim surpresas desagradáveis.

 

  1. Economize na alimentação

Há sempre um valor médio a ser gasto de acordo com suas prioridades, mas já que estamos falando em economia, não há como fugir do item alimentação. Há pessoas que não dispensam uma boa refeição, mas se há a necessidade de economia, busque ir poucas vezes em restaurantes e priorizar compras em supermercados e mercadões. 

Os gastos diminuirão muito quando comprar lanches ou refeições completas nestes lugares que se encontram em cada esquina. Caso vá a um restaurante, evite ir naqueles que ficam próximos a atrações turísticas, pois costumam ser mais caros. Se for em algum restaurante em Roma, por exemplo, busque aqueles que oferecem o prato do dia, opção mais barata. Outra possibilidade é comprar através do Too Good Go, um aplicativo no qual restaurantes vendem o que sobrou de suas produções ao longo do dia a preços muito menores, bastando para isso ir buscar num horário combinado.

  1. Escolha atrações gratuitas

Com relação às atrações sempre é possível conseguir boas atrações gratuitas ou até mesmo Free walking tour em diversas cidades conhecidas. E estas atrações, muitas vezes museus, muitas vezes não deixam nada a perder para aquelas pagas. Em Nova York, por exemplo, há vários museus gratuitos, além de parques e até a Estátua da Liberdade.

Caso deseje mesmo assim visitar lugares pagos, escolha aqueles que não podem ser deixados de lado: Museu do Louvre em Paris ou o Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa são opções de atrações pagas e imperdíveis.

  1. Use ônibus e metrôs

A maioria das cidades turísticas tem uma boa malha de metrô e ônibus, tornando-se um gasto desnecessário utilizar uber ou táxi. Para fazer comparações, pesquise antes os valores dos tickets por trecho. E em muitos países há opções de passes diários ou semanais que dão direito a utilizar os meios de transporte quantas vezes quiser durante o dia. Faça do Google Maps seu melhor amigo, pois através dele você terá acesso aos pontos mais próximos e as rotas mais rápidas.

 

  1. Estabeleça um máximo de gastos por dia

 

Os gastos podem ser bem relativos de acordo com sua prioridade, mas se você estabelecer um valor máximo de gastos por dia fica mais fácil controlar tudo. Muitas pessoas fixam em 50 (euros ou dólares) como gastos para alimentação, atrações e deslocamentos por dia. Uma boa maneira de conseguir manter-se com este valor é deixando de lado as compras (afinal estamos querendo economizar), as lembrancinhas e os gastos de fato desnecessários como aquele chapéu que você jamais voltará a usar.

 

Com nossas dicas você com certeza fará uma viagem mais econômica, mas isso não quer dizer que aproveitará bem menos do que pode, como pode perceber. 

Mais lidas da semana