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Autoestima: “Essa moda pega”

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O que seria a autoestima?  Autoestima é uma avaliação mutável e subjetiva em que o sujeito faz de si mesmo, não necessariamente, positiva.  Através disso podemos nos perguntar, em que nível se encontra a nossa autoestima. Na Psicologia a autoestima é um processo muito importante para o desenvolvimento cognitivo do sujeito, onde usamos sinônimos como autoaceitaçao que se trata do sujeito aceitar algo incondicionalmente (acima de qualquer coisa) e autoconfiança que se trata da confiança de realizar algo. Através desse conhecimento a tendência é fazer com o que o sujeito compreenda a influência que isso lhe trás e como modifica o desenvolvimento e desempenho pessoal.  Um sujeito que sofre de baixa autoestima tem tendência a desenvolver,  além do desequilíbrio emocional, patologias conforme citadas no artigo anterior, onde devem ser tratadas e acompanhadas cuidadosamente. Uma das patologias que podem ocorrer com a baixa autoestima é o Transtorno Depressivo que, segundo o DSM-V (MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS), inclui: Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, caracterizado por irritabilidade persistente e episódios frequentes de descontrole comportamental extremo em crianças até 12 anos de idade; Transtorno Depressivo Maior, caracterizado por episódios distintos de pelo menos duas semanas de duração envolvendo alterações nítidas no afeto, na cognição e em funções neurovegetativas; e Transtorno Depressivo Persistente (conhecido como Distimia), que é a forma mais crônica da depressão, podendo ser diagnosticada quando a perturbação do humor continua por pelo menos dois anos em adultos e um ano em crianças. Existem várias formas de uma pessoa desenvolver baixa autoestima, podendo vir desde a infância ou começando já na fase adulta. A principal causa na infância é a comparação dos pais e colegas. Dizer para uma criança que o amiguinho ou irmão faz melhor que ela pode desencadear uma série de problemas, entre eles a baixa autoestima. A criança cresce desacreditada de seu potencial e acha que não é capaz de nada/não é boa o suficiente/não é bonita. Na fase adulta, as mesmas comparações podem desencadear a baixa autoestima, sendo que, nesse caso, vindo do chefe no trabalho ou de relacionamentos abusivos (de pais, amigos ou amorosos).Algumas pessoas não conhecem, mas existe um instrumento de avaliação desenvolvido por um sociólogo chamado Rosenberg, é uma escala que mede a autoestima do sujeito para que depois reflitam sobre seus sentimentos atuais. Primeiro, foi pensada e desenvolvida somente para adolescentes, porém, depois acabou sendo difundida, adaptada e aplicada nas mais diversas faixas etárias. O resultado adquirido no teste não representa uma verdade absoluta. Ela é apenas um parâmetro para que você comece a avaliar como anda sua autoestima, que é algo muito mais complexo e bastante particular.

Teste: Como anda sua autoestima?

A escala é composta por 10 afirmações: 5 que conotam um valor positivo sobre você e 5 que conotam um valor negativo. Em cada afirmação você pode dar uma nota de 0 (discordando totalmente) a 3 (concordando totalmente). A soma dos valores que você informou em todas as perguntas irá determinar sua resposta final e, assim, trazer uma ideia de como anda sua autoestima.

Agora, vamos ao teste!

Pegue um bloquinho e uma caneta e vá anotando o valor das suas respostas de acordo com essa proporção: 0: discordo totalmente;1: muito raramente concordo;2: concordo em partes;3: concordo totalmente. Sinto que sou uma pessoa digna de apreço, pelo menos tanto quanto os outros. Sinto que tenho qualidades positivas. Geralmente, sou levado a pensar que sou um fracassado/a. Eu sou capaz de fazer as coisas tão bem quanto a maioria das pessoas. Sinto que eu não tenho muito do que me orgulhar. Tenho uma atitude positiva em relação a mim mesmo/a. No geral, estou satisfeito/a comigo mesmo/a.8.  De ter mais respeito por mim mesmo/a. Às vezes me sinto inútil. Às vezes eu penso que não sirvo para nada.

Após dar uma nota para todas essas afirmações, é hora de somá-las e observar o número final: Abaixo de 15: de acordo com a escala, valores inferiores a 15 significam uma autoestima baixa e precisam de atenção; Entre 15 e 25: esse valor representa que você possui um bom nível de autoaceitação, considerado o ideal; Acima de 25: sua nota representa uma autoestima mais alta. Porém, fique atento, pois uma pontuação muito alta também pode significar um problema de autoestima.

Fontes consultadas

Adaptação Transcultural de Escala de Autoestima para Adolescentes – Fundação Oswaldo Cruz e Escola Nacional de Saúde Pública

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5

Kimily Marinho da Silva-Psicóloga cognitiva comportamental. Kimily__marinho@hotmail.com

Soraya Karyme Carvalho de Jesus - Psicóloga Clínica Analítica.   skaryme_psi@yahoo.com.br

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