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A vida não é só realidade.

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A mesma preocupação que o homem tem para com o trabalho, deve se estender ao lazer, vez que a vida não é só a realidade, embora, as adversidade e contrariedades cotidianas fazem parte da luta na busca da realidade sonhada.

Nesta pluralidade existencial, entre a realidade que nos é imposta e a felicidade que o homem busca, como símbolo de eterna conquista, não nos é permitido vivenciar sofrimentos ou alimentar, com masoquismo, as contrariedades que nos é impostas, como passagem natural pelos caminhos da vida, até o fim de nossos dias.

Ao amanhecer, devemos acordar para a vida, pesando como Ford, que com muita propriedade, já dizia: “todos os dias acordo para vencer”. Ambições temporâneas são fundamentais, tanto para vencer, como para viver, pois ao homem somente é permitido levar a vida, e, não deixar que a mesma o leve, como simples vivente, sem compromissos para com a sociedade ou para consigo mesmo.

Se a vida é um circo, a nós compete sermos acrobatas no céu da felicidade, vivenciando o lado alegre desta pluralidade existencial.

Vida é o fim de semana descontraído e alegre, é a vara de anzol, a beira do ribeirão, é o livro de Guimarães Rosa, retratando, com originalidade singular, a realidade sertaneja, é o gol ou a magia de seu time de futebol, ou ainda, a poesia na musica de Chico Buarque, é o sono tranqüilo, é a certeza do dever cumprido, é a reunião em família, é a beleza no horizonte, nas tardes, encantadas pelo cantar das saracuras, que podemos apreciar das sacadas de nossas casas.

A vida, não é só realidade, e, nesta empolgação e alegria que podemos encontrar, nas coisas mais simples, os nossos sonhos e descobrimos a alegria de viver e conviver com as pessoas que amamos. Devemos vivermos com otimismo, buscando a felicidade, mesmo que tenhamos que enfrentarmos a realidade cotidiana.

A vida é uma das partidas mais difíceis, que não se resume  apenas em noventa minutos, como ocorre no futebol, e, para sermos vitoriosos devemos ser eterno juiz de nossas próprias atitudes. É um jogo, mas um jogo sem fim e sem cansaço, na busca de marcar o gol, mas o gol certeiro no coração da vida, da vida que é real, mas que nem por isso deixa de ser um sonho. O sonho de viver, e, depois, bom,  depois, morrer, mas isto é outra história.

Juarez Alvarenga – advogado e escritor

 


 

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